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quarta-feira, 28 de dezembro de 2011

Agora é sério

A disciplina que eu propus, no IA (Unicamp) e na ECA (USP), está nos sites das instituições. A proposta foi concretizada e, durante o primeiro semestre de 2012, terei uma vida atribulada, entre Unicamp e USP, com dois cursos de pós-graduação! Saber disso, confesso, me deu medo. Uma coisa é imaginar-se dando aula nessas instituições, outra coisa é ver seu nome lá no site, como responsável por uma disciplina. Bora trabalhar, agora.

quarta-feira, 21 de dezembro de 2011

Deustchland

Castelo de Neuschwanstein

Embora o ponto de chegada e partida seja Paris, não vamos ficar lá muitos dias, cinco ou seis no total. A ideia mesmo é ir para a Alemanha. Berlim já está certa, com passagens compradas. Falta ainda definir outros destinos. Para isso, muita pesquisa neste site. A imagem acima é instigante, não é?! Não sei se vou conseguir ir até lá, já que ele fica bem ao sul (quase divisa com a Áustria), mas conhecer algumas cidades da Alemanha valerá a pena, mesmo num rígido inverno. 

sábado, 10 de dezembro de 2011

Três anos depois...

No dia 13 de fevereiro de 2009 eu embarquei num avião no Aeroporto Charles De Gaulle de volta ao Brasil. Pois agora está na hora de voltar pra lá. Em fevereiro, iremos para Paris, mas talvez a viagem seja estendida até a Alemanha (ainda não fechamos o roteiro). Surgiu, de repente, uma ansiedade curiosa: como será que vou rever Paris, qual será o meu olhar para esta cidade em que passei por momentos tão intensos? 

*

Vamos para lá no inverno. Preferia ir no outono, já que sempre comentei aqui que é a estação do ano de que mais gosto nas terras de além-mar. Agora no inverno, os dias são curtos, o ar gelado e andar encasacado não é a coisa mais agradável do mundo. Mas se não fôssemos em fevereiro, não conseguiríamos voltar pra lá tão cedo, já que 2012 começará com intensas atividades. Nada mal... ;-)

segunda-feira, 5 de dezembro de 2011

O beijo no asfalto

Cena de O beijo no asfalto (Renato Borghi em cena). Fonte: www.funarte.gov.br

O beijo no asfalto é a peça de Nelson Rodrigues de que mais gosto. Ela possui uma trama muito bem amarrada, repleta de ambiguidades e falsas pistas. Bem ao estilo rodriguiano, ela mistura o jocoso, o trágico e o patético, formando uma tragédia melodramática, ou tragédia urbana, ou tragédia carioca. Os diálogos sincopados dão um ritmo para a peça que quase não há comparação nem na obra do próprio dramaturgo. Da mesma forma, há um trabalho na composição de cada personagem que é formidável. Em suma, com essa peça, acredito que Nelson Rodrigues conquistou a sua maturidade dramática. E, embora já tenha me debruçado muitas vezes sobre esse texto e conheça cada fala de cada personagem praticamente de cor, nunca escrevi sobre a peça. 

Em 2012 será comemorado o centenário do polêmico dramaturgo. Em meio às várias manifestações, no Teatro de Arena Eugênio Kusnet haverá um ciclo rodriguiano, com espetáculos e debates. Curioso pensar que nesse teatrinho do centro de São Paulo, lugar de autores como Guarnieri, Boal e Vianninha, agora Nelson seja encenado. O reacionário no ambiente do teatro de esquerda por excelência. 

Mas deixemos esses paradoxos de lado. A vida é repleta deles e no teatro não poderia ser diferente. A peça que vi ontem é rodriguiana e não é. Explico. O diretor Marco Antônio Braz seguiu à risca o texto composto pelo dramaturgo, respeitando inclusive algumas indicações de rubricas. Cada frase da peça foi dita pelos atores nesse espetáculo. Nesse sentido, a encenação foi fiel ao dramaturgo. No entanto, não acredito que ali esteja a essência rodriguiana. É claro que o teatro de Nelson Rodrigues possui uma violência latente, intrínseca às falas, da mesma forma como ela pede, em muitos momentos, o exagero que recaia sobre o kitsch. Em alguns momentos, ressalto. Fiquei pensando nas personagens macabras da peça, Amado Ribeiro, o jornalista inescrupuloso, e o Delegado Cunha, seu comparsa. No caso de Amado Ribeiro, há um pedido de exagero: a personagem precisa ter uma violência forte, pungente, cruel, que recaia muitas vezes no grotesco de sua composição. Por isso, a opção do diretor em acentuar esse aspecto nesse espetáculo não me soou tão estranha. Amado Ribeiro foi interpretado por Elcio Nogueira, em uma forte caracterização da crueldade e da baixeza (ele destacou na sua interpretação uma inclinação homossexual com a qual eu não concordo. Cairia numa leitura psicanalítica, que é para mim muito mais uma pista falsa no teatro de Nelson Rodrigues). 

Mas não acho que o mesmo perfil se adapte ao Delegado Cunha. Esse, igualmente mau-caráter, tem um lado ambíguo que a peça de ontem não ressaltou, a covardia. O Cunha é, sobretudo, um covarde e que se esconde na sombra do Amado. Ele faz o que o Amado quer. E a interpretação, na pele de Rodrigo Fregnan, caiu unicamente num exagero mórbido, nivelando a personagem e roubando a nuance dessa ambiguidade, entre o sádico e o covarde. Igual ambiguidade da personagem Aprígio se perdeu em alguns momentos, representado pelo experiente Renato Borghi. Aprígio é, o tempo todo, a personagem falsa, que encaminha a ação para o engano. E isso não se evidenciou na encenação do Teatro de Arena. Pena, porque é a grande riqueza do texto rodriguiano. 

A encenação teve seus altos e baixos. E as opções são -- evidentemente -- do encenador, que pode discordar muito do texto. O que soou estranho, no entanto, foi essa fidelidade ao texto, mas não ao que o texto diz. Não vou contar outros detalhes, porque perderia em muito a surpresa (para quem ainda quer ver, ela ficará em cartaz até fevereiro de 2012). O diretor opta por incorporar alguns detalhes à peça, que às vezes funcionam, às vezes não. Se ele se preocupasse, no entanto, em exagerar menos, o conjunto seria melhor. 

Eis meu primeiro texto escrito sobre O beijo no asfalto

quinta-feira, 1 de dezembro de 2011

C'est fini

Foram apenas 2 dias de evento, mas mais de um mês de organização e preparação. Muitas trocas de e-mails, negativas, afirmativas, cálculo de gastos, controle de gastos, logística etc., etc. E assim foi a experiência em organizar um evento acadêmico aberto à comunidade, um colóquio. A experiência foi ótima; o evento foi bom para o nosso primeiro. A ideia é sempre aprimorar, claro. Agora, planos para o próximo semestre, que este está no fim. 

*

Fotos do evento, aqui

quinta-feira, 24 de novembro de 2011

Na saída do cinema

O filme já era engraçado. E havia um cara que quase chorava de tanto rir. Ríamos muito dele, quase mais do que do filme. Ou a risada dele acentuava a graça das cenas. Mas o melhor, como um adendo à comicidade da noite, foi o que aconteceu na saída do cinema. 

Saindo das fileiras de poltronas, em fila indiana... duas mulheres, mãe e filha, à nossa frente param para cumprimentar o casal que estava na fileira de baixo. Ficamos imediatamente atrás delas, impedidos de avançar, A. na frente e eu atrás dele. Nisso, o rapaz que cumprimentava as duas estendeu a mão para o A. e perguntou: "Oi, prazer. É irmão? Primo?". 

Silêncio. Risos... A. balbucia alguma coisa. Eu viro de costas para rir melhor. O cara, sem pestanejar, vendo a mancada, estende a mão pra mim: "Já que estamos cumprimentando todo mundo, oi para você também". Gargalhadas travadas até o carro...

quarta-feira, 23 de novembro de 2011

Criações

Final de semestre é época de espetáculos no IA: fechamento de cursos, os alunos fazem a mostra das criações cênicas desenvolvidas ao longo do semestre. Para ver a programação, clique aqui

*

E eis que a minha disciplina está disponível no site. Se der tudo certo, aula na pós-graduação semestre que vem! 

terça-feira, 15 de novembro de 2011

I Colóquio

Cartaz de divulgação do colóquio

Nos dias 29 e 30 de novembro, ocorrerá o I Colóquio de Estudos Teatrais Letra e Ato, organizado por mim e pela Larissa. Para ver a programação e saber mais, acesse o site

Experimentos

Neste final de semana pude testar um pouco mais minha nova máquina fotográfica. Com duas modelos belíssimas, o resultado não poderia ser melhor: 


Maria e Anita


Anita


Anita fazendo caretas

segunda-feira, 7 de novembro de 2011

Brinquedinho


Eis o primeiro resultado do meu mais novo brinquedo: uma Nikon D3100. Estou me familiarizando com tanta coisa nova num só equipamento... Acho que vou precisar de um curso básico. :-)

sábado, 29 de outubro de 2011

Orquestra de São Petersburgo

Na noite de quinta-feira foi o encarramento da Série Internacional dos Concertos de Paulínia 2011. E fechou com chave de ouro: a Orquestra Sinfônica de São Petersburgo. Estivemos lá, para nossa sorte e felicidade, acompanhando umas das melhores orquestras do mundo.

Abaixo, dois vídeos do final do espetáculo:


E:


quinta-feira, 27 de outubro de 2011

Caçador de baratas

video

Haku é um caçador. Seu instinto não falha... e sob um simples comando, sempre atento, ele está disposto a pegar o bicho que estiver à sua frente. Mas, coitado, ele não tem noção de que um vidro é um vidro... 

quarta-feira, 19 de outubro de 2011

Lugares para todos os gostos

Como falei antes, o maior atrativo de Buenos Aires é a cidade em si: ruas bem planejadas, avenidas muito largas, parque bem cuidados, muitos cafés, estilo de vida parisiense. Há poucos lugares realmente turísticos para ver, mas a cidade pede que seja descoberta pouco a pouco. 

*****

Rosedal

La Boca e Caminito: vá, bata foto das casinhas coloridas, fique 10 minutos e saia. Se voltar a Buenos Aires, certamente não irá lá novamente. Mesmo assim, o lugar é repleto de turistas (brasileiros em sua grande maioria), que adoram fingir que dançam tango nos palcos dos inúmeros restaurantes pra lá de caça-níqueis. 

Puerto Madero: assim como La Boca, repleto de brasileiros. É, na verdade, a parte mais nova da cidade, cheia de prédios empresariais. Mas ali nos diques, a multiplicação de restaurantes para turista-que-gosta-de-gastar-dinheiro é impressionante. É a parte mais moderna da cidade.

Bosques de Palermo: um passeio que vale a pena, sobretudo na primavera. No Rosedal, as rosas estão abertas, emanam um cheiro delicioso e encantam os olhos. Depois, o Jardim Japonês não perde em beleza nem em cuidados. Dá ainda para realizar um bom passeio pela região, pelo Jardim Botânico, Observatório, os parques da região, o Jardim Zoológico. E lá, sim, a gente entende o espírito parisiense da cidade. 

Palermo Soho: é o melhor lugar para comer. Muitos restaurantes, lojinhas, ruas em paralelepípedo. Um bairro charmoso e que atrai cada vez mais os turistas. Sobretudo quem gosta de desfrutar as delícias gastronômicas. 

Centro: vale a pena passear um pouco pela Avenida 9 de Julio, Avenida del Mayo, passar em frente à Casa Rosada, entrar na famosa livraria El Ateneo (Av. Santa Fe), percorrer o centro todo. Só não vale a pena se prender no roteiro de compras da Calle Florida e cair na lábia dos "caçadores" de turistas para os shows de tango e as casas de câmbio dali.

Ricoleta: bairro chique, chiquérrimo. E bonito. Ao lado do centro de cultura, fica o cemitério em que Evita Perón está enterrada. E fuja dos restaurantes que ficam em frente ao cemitério: é fria na certa. 

Apartamentos em Baires

Vai para Buenos Aires? Então pense seriamente em alugar um apartamento na capital argentina. Os apartamentos são bem mais baratos que os hotéis e você tem a chance de se misturar à vida portenha. Eu fiz isso. Achei um site na internet e, depois de me certificar da seriedade, resolvi arriscar. E não é que deu certo? Aluguei um apartamento em Palermo, bem pertinho da Av. Santa Fe, por menos de 400 dólares a semana. Há várias opções, de preços, locais e tamanhos. E o negócio é seguro: você paga o preço do aluguel somente na sua chegada, incluindo aí um valor de caução (que é devolvido no check-out). Eles apenas cobram antecipadamente a taxa administrativa, no meu caso, de 45 dólares. A agência envia um e-mail de confirmação de reserva, marca um horário de chegada de acordo com o horário do seu voo. Ao chegar no apartamento, um funcionário espera o cliente, explica o funcionamento do apartamento (o que tem, onde estão as coisas, internet etc.), é assinado o contrato e feito o pagamento. Pronto. Rápido e simples, sem muita burocracia e certamente uma ótima forma de se hospedar na cidade sem pagar muito. A agência que eu contratei é a ByT Argentina, mas há outras. 

segunda-feira, 17 de outubro de 2011

De volta

No Rosedal, um dos Bosques de Palermo

Estamos de volta. Chegamos ontem à noite em casa, depois de uma viagem não muito longa, mas cansativa. Escapamos das cinzas do vulcão chileno, felizmente. E algumas fotos da viagem estão disponíveis aqui

Buenos Aires foi a primeira cidade que conhecemos da América Latina fora do Brasil. É uma cidade cujo principal atrativo é ela mesma, suas ruas planejadas, largas avenidas, cidade plana, parques lindos e bem cuidados (o que dá uma certa inveja de los hermanos), os cafés e a moda parisiense de viver. 

Não dá para escapar de alguns lugares puramente turísticos, como La Boca (passamos lá para dizer que fomos), mas não são os melhores espaços para andar pela cidade. Brasileiros dominam por lá, com seu jeito expansivo de fazer turismo. Os porteños, no entanto, são muito amigáveis (a rixa é só daqui pra lá, não no sentido contrário) e se esforçam para compreender o constrangedor portunhol. 

Aos poucos pretendo colocar algumas dicas aqui... de restaurantes, de hospedagem, de passeios. 

quinta-feira, 6 de outubro de 2011

E...

...na segunda-feira, dia 10, embarcamos para Buenos Aires!
Na volta, eu conto algumas coisas.
E deixo fotos.

Finalmente...

Depois de um ano de trabalho, praticamente, foi publicada a Pitágoras, 500 - Revista de Estudos Teatrais do Departamento de Artes Cênicas da Unicamp. Para acessá-la, clique aqui. Estão disponíveis o número de lançamento e a chamada de artigos para o próximo número. Deu trabalho...

quarta-feira, 14 de setembro de 2011

Hello, Buenos Aires!

Para não dizer que estou parada, mais uma viagem: dessa vez, América do Sul! Pela primeira vez voando para um lugar do Mercosul, embarcamos dia 10 de outubro para Buenos Aires. O motivo é o mais habitual: congresso. Eis que agora é promissor, pois será um congresso de teatro! Uma semana na capital argentina não será nada mal...

quarta-feira, 7 de setembro de 2011

No palco do Municipal

Semana passada estive no Rio de Janeiro para pesquisas.
Um dos lugares agendados era o CEDOC do Theatro Municipal. O funcionário foi gentilíssimo, mas infelizmente ele realmente não podia me ajudar muito, já que eles estão passando por reformas e grande parte do acervo deles está encaixotado.
No entanto, no final de algumas horas lá, vendo uma certa movimentação de ensaios, eu pedi: posso dar uma olhada no palco? Eis que o funcionário me levou ao palco do Municipal! Pude ver, de frente, toda aquela belíssima estrutura e a plateia. Só faltaram os refletores...

Andanças

Já faz um bom tempo que não apareço por aqui.
A vida está conturbada. Trabalhos, correrias, viagens.
Estive no Rio de Janeiro, vou pra Buenos Aires, passei por Joinville... toda semana em São Paulo. Enfim, a vida está engrenada. Textos para escrever, livros para ler, vida acadêmica à toda.
Vou contar apenas alguns causos rápidos, sem demora, pra não perder o costume.

quinta-feira, 7 de julho de 2011

Apresentações

Foram três apresentações de exercícios cênicos dos alunos do Departamento de Artes Cênicas do IA. Dos alunos do último ano (turma para a qual eu dei aulas em 2009), foram duas apresentações cujo ponto principal era a composição da personagem realista. A primeira peça, Nós, foram fragmentos cênicos de Pinter, Strindberg e Shepard; já em Vagão Pullman Hiawata, foi a junção dessa peça, do Thronton Wilder, com O homem com a flor na boca, do Pirandello. O realismo testa o autor, coloca ele à prova em relação ao texto, à quarta parede do teatro. É um desafio interessante para o ator acostumado às referências épicas. Por fim, a última peça vista, ontem, do terceiro ano, foi uma junção de várias referências caipiras do interior paulista: música, religião, histórias, mitos etc. 

Interessantes experiências para este fim de semestre, corrido como todo fim de semestre.

Em primeira mão


Estamos (quase) finalizando o trabalho para lançar a Pitágoras, 500 - Revista de Estudos Teatrais. Acima, o logo da revista, criado por Marcio Tadeu (um dos fundadores do grupo O pessoal do Vitor, que fundou o Departamento de Artes Cênicas da Unicamp). Se você não conseguiu decifrar a imagem, ela representa um sátiro da tragédia ática. Tudo bem? O logo chegou até mim hoje e está aqui em primeira mão. 

Em agosto, a revista estará on-line.

domingo, 3 de julho de 2011

Vem Kafka comigo

Seria cômico se não fosse trágico.

Semana passada fomos à FNAC de Campinas para comprar cartuchos de tinta. Dos três cartuchos comprados, um veio vazio, mas lacrado com uma fita adesiva transparente. E, obviamente, somente quando chegamos em casa notamos que a caixa estava vazia. Sem tempo para voltar à loja durante a semana, hoje resolvemos ir lá para trocar o produto.

De compradores lesados viramos réus: eles não só se negaram a trocar o cartucho por um intacto como ainda sugeriram que éramos os culpados por aquilo. O responsável pelo setor veio até nós e garantiu, com 100% de certeza, que os cartuchos são lacrados e não são violados dentro da loja. 

Bate-boca. Levantamos a voz e o funcionário, nervoso, saiu. A gerente tentou nos acalmar e pegou nossos telefones, prometendo verificar com o fornecedor a possibilidade de substituição do cartucho. 

Resumo da ópera: fomos lesados e ainda saímos por picaretas. 

quinta-feira, 30 de junho de 2011

Basta um dia

É impressionante como um único dia é suficiente para que a nuvens se desfaçam, que os problemas se resolvam e tudo volte a ser movido pela esperança de que o trabalho e o esforço valem a pena.

terça-feira, 28 de junho de 2011

Entre a cruz e a espada

Porque se correr o bicho, se ficar o bicho come.

sexta-feira, 17 de junho de 2011

Música erudita em Paulínia

Morar em Paulínia tem que ter alguma vantagem. E tem. Paulínia, cidade riquíssima, subsidia de forma interessante a cultura, sobretudo música e cinema. Já começou a programação de música erudita de 2011, com muita coisa boa na agenda:

a) Solistas de Paulínia - apresentações gratuitas de música erudita para o público não-especialista. Sempre tem um convidado especial. 

b) Série internacional - grandes orquestras e grandes maestros internacionais vêm se apresentar aqui. Os moradores têm 50% de desconto no ingresso. Com isso, comprando o pacote inteiro, pagamos meros 12 reais para cada concerto. A série começa hoje, com a Orquestra Simón Bolívar da Venezuela

Além disso, em julho ocorrerá o Festival de Cinema de Paulínia e o Paulínia Fest. Nesse último evento são três dias de shows: Rita Lee, Caetano Veloso, Gilberto Gil, Vanessa da Matta, Seu Jorge... nada mal para o marasmo cultural que ronda a região. 

domingo, 22 de maio de 2011

Assis

Assis: no centro, a Igreja de Santa Clara

Não é devoto nem de São Francisco de Assis nem de Santa Clara? Não precisa. Um passeio por Assis, na região da Umbria, prescinde de devoção aos santos que habitaram por lá. A cidadezinha, em si, vale muito o passeio. É claro que, entre outras coisas, irá se deparar com uma legião de romeiros que vão à cidade para visitar a enorme Basílica de São Francisco de Assis (cujo maior esplendor está, aliás, no tamanho e na estrutura externa). Toda de pedra, cravada em uma montanha, a cidade e seu ar medieval encantam por si só.

Nápoles e um vulcão

Na subida do Vesúvio - Nápoles

Fomos para Nápoles com dois objetivos principais: ver o Vesúvio e a cidade de Pompéia e não sermos capturados pela Camorra, máfia que domina a região. Ver a cidade de Nápoles já seria lucro (e vimos pouco, muito pouco). Conseguimos as duas coisas.

A chegada na cidade foi bem tarde: quase meia-noite descemos do trem. Na Praça Garibaldi, onde fica o hotel em que nos hospedamos, encontramos uma montanha de lixo acumulado (que foi retirado de lá, justamente, durante a madrugada). Esse é um problema constante da cidade por conta da Camorra, o lixo.

No dia seguinte, rumamos para o Vesúvio: dia chuvoso, frio, com muita névoa. O resultado foi esse da foto. Subimos o Vesúvio, que não quis se mostrar, em meio a muita névoa e frio, o que dificultou ainda mais a íngreme subida.

De lá, seguimos para Pompéia. O tempo não ajudou, realmente. Apesar da chuva, perambulamos pelas ruínas por... quatro horas! Vimos as pessoas petrificadas (foto abaixo), as casas, os jardins... toda a estrutura da cidade destruída em 79.

Mulher grávida petrificada em Pompéia

Placa

Placa de trânsito em Perugia

Observem o detalhe da placa: um homem à frente, correndo e puxando uma mulher. Essa placa estava na rua do hotel em que ficamos hospedados em Perugia; rua bastante movimentada, sem semáforo, em que normalmente podem ser vistas pessoas repetindo o gesto do desenho. Nós mesmos fazíamos isso todos os dias.

sexta-feira, 13 de maio de 2011

Imagens

Como não poderia deixar de ser, registrei algumas imagens da viagem, disponíveis aqui.

A despeito do terremoto

Villa Borghese - Roma

Ir a Roma na primavera é realmente uma experiência fantástica. Eu a conhecia no verão e no outono. Em todas elas fui à Villa Borghese, mas foi nessa primavera que o parque se mostrou lindo como realmente é. Nunca vi um brilho do sol como aquele, que resplandecia toda a beleza daquelas árvores de Roma. As pessoas, a despeito da previsão do terremoto, estavam andando pelo parque. Havia vida lá. E para me mostrar que a cidade sempre tem uma supresa a mais, na vila me deparei com dois jardins que não conhecia (porque estavam fechados das outras vezes): Pincio e o jardim do lago (foto acima).

Uma previsão para Roma

Cartaz colado na porta de uma loja em Roma

A região da estação Termini não é a melhor de Roma. É, no entanto, a mais prática. Dali saem praticamente todos os trens, o ônibus para o aeroporto, é onde as linhas A e B do metrô se cruzam e várias linhas de ônibus passam por lá. Por isso, já optei por ficar hospedada ali por duas vezes, das três em que estive em Roma. Nessa região estão instaladas várias lojas de chineses; é, aliás, uma região tomada pelos orientais.

Um dia antes de virmos embora, notamos que várias dessas lojas estavam fechadas e com cartazes explicativos. Ou estavam fechadas por motivos pessoais, como essa da foto acima, ou estavam fechadas por férias. Começamos a estranhar essa repetição e começamos a elaborar hipóteses. Foram muitas: uma máfia comandava a região e estava ameaçando-os; as lojas eram divididas em duas facções, uma delas ameaçou a outra; souberam de antemão que haveria batida policial e resolveram fechar as portas por um tempo para despistar... enfim, as ideias mais mirabolantes passaram por nossas cabeças.

No dia 11, andando pelas redondezas, cedinho, uma senhorinha parou, leu um dos cartazes, riu e comentou rapidamente com a gente: "Eles estão com medo do terremoto!"... e saiu rindo. Somente então, já no hotel, eu li a notícia de que havia uma previsão de um terremoto em Roma no dia 11/05, que destruiria o Coliseu e a Basílica de São Pedro, largamente divulgada dias antes pela imprensa nacional. Com essa previsão, parte dos chineses fechou suas portas e foi para longe da capital.

Enfim, o terremoto não aconteceu (curiosamente -- e infelizmente -- aconteceu na Espanha) em Roma. Andamos pela cidade ainda durante grande parte do dia, antes de embarcarmos de volta para o Brasil. No aeroporto, pegamos um jornal italiano. Nele, então, notamos que havia várias notícias sobre a previsão, as crenças populares nessas informações, a opinião dos especialistas etc. Foi, realmente, um fato notável para os romanos.  

Um pouco de tudo

Foram 15 de viagem; líquidos 13 dias na Itália, entre cinco cidades de regiões diferentes. São várias as histórias, que serão contadas aos poucos (ainda há uma certa ressaca da viagem). Impressões de Nápoles, de Roma, de Perugia... do congresso, das comidas etc., etc. Doucement, doucement...

domingo, 8 de maio de 2011

Perugia

Perugia - Umbria - Italia

Amanhã terminamos nossa temporada em Perugia. Ainda temos dois dias em Roma para, depois, embarcamos para o Brasil. Foram nove dias por aqui, comendo muito bem, passeando bastante... e participando de um congresso. No retorno ao Brasil, conto algumas histórias, posto fotos e comentários sobre esses 15 dias na Itália.

Nosso roteiro, dessa vez, foi: Nápoles, Perugia, Assis, Arezzo e Roma. Em cada uma, uma história, uma impressão.

quarta-feira, 27 de abril de 2011

Itália

Chegou. Amanhã embarcamos para a Itália e voltaremos 15 dias depois. Quase tudo pronto: passagens em mãos, passaportes, reservas de hotéis, bilhetes de trem, texto de apresentação no congresso (finalizado apenas hoje!). Terra da pizza, do vinho, dos homens bonitos, da história e da arte... vamos lá!

terça-feira, 5 de abril de 2011

Burocracias

Somente ontem, depois de quatro meses desde que depositei toda a documentação necessária, consegui meu cadastro oficial como pesquisadora de pós-doutorado na USP. Claro que a carteirinha ainda demora mais um pouquinho para chegar. Mas isso não me impede de usar a biblioteca e todas as dependências... da FFLCH. Fui informada de que, como pós-doutoranda, só posso usar a biblioteca da FFLCH, ao contrário de todos os outros usuários (alunos, professores e funcionários), que tiveram o sistema unificado há pouco tempo. Limitações da burocracia.

terça-feira, 29 de março de 2011

Rápidas

Estacionamento de um supermercado em Campinas

Eis que, com a forte chuva de hoje em Campinas, encheu de água o estacionamento de um supermercado de Barão Geraldo. Para não me encharcar, tive de ser levada dentro de um carrinho pelo A. até um local seguro... 

*

Amanhã começo um curso na ECA/USP com uma professora francesa. Três dias na semana por três semanas.

*

Ontem tivemos uma audiência de conciliação. Compramos uma passagem, pela TAM, e tivemos que cancelar a viagem. Mesmo com várias tentativas, até hoje a empresa aérea não reembolsou o valor. Já passamos pela ANAC, pelo Procon e agora estamos no Juizado de Causas Cíveis. O processo está correndo, sem a empresa dar a mínima para nós. Até mandaram uma advogada, mas sem acordo nenhum.

quinta-feira, 17 de março de 2011

Polêmicas

Está em pauta uma polêmica a respeito do Blog da Bethânia, que captaria cerca de 1,3 milhão com base na Lei Rouanet. Pois teve um piadista que se apressou e já montou o blog antes da cantora. A graça nisso tudo fica por conta do vídeo d'Os Trapalhões:

sábado, 12 de março de 2011

Adeus

Um vídeo do Madredeus, com Teresa Salgueiro e Pedro Ayres Magalhães.

sábado, 5 de março de 2011

Programação italiana

Está fechado o roteiro para nossa viagem à Itália: Nápoles - Perugia - Roma.

Vamos a Nápoles para ver Pompéia, a cidade destruída, em 24 de agosto de 79, pelo Vesúvio. E para ir mais ao sul, já que, da outra vez que fomos para lá, conhecemos mais as cidades do norte (a cidade fica na contramão, mas tudo bem, eu não me importo. Você se importaria?). Em Perugia, onde vamos ficar a maior parte do tempo por conta do congresso, é a capital de Umbria, região central da Itália. De lá, nos dias menos interessantes do evento, será possível conhecer algumas cidades próximas, como Assis. Por fim, será muito bom rever Roma, ir a alguns lugares que não fui das outras vezes. E, claro, porque partimos de lá rumo ao Brasil.

domingo, 27 de fevereiro de 2011

Comer bem

Resolvi seguir a indicação da Cris e procurei, em Ponta Negra, a Casa de Taipa. Tapiocaria e cuscuzeria bem recomendada, está entre os melhores lugares para comer bem em Natal. O prato mais pedido, segundo os atendentes, é a tapioca com carne de sol e nata.

Casa de Taipa, Natal (RN)

Há outras tapiocas, todas muito boas. A cerveja vem bem gelada (o que é sempre muito bom para o calor que faz na cidade). O atendimento é muito atencioso e o local é disputado por turistas e habitantes de Natal. Abaixo, o cuscuz de carne de sol e nata, que não perde em nada para a tapioca.

Cuscuz com carne de sol e nata, tapioca e água de coco

sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011

Pipa

As falésias de Pipa (RN)

O bom da Praia de Pipa não é só o mar verde, lindo e tranquilo. Também não se resume naquelas falésias lindas que a gente vê quando está no mar e se volta para trás. Junta tudo isso, um restaurante à beira-mar, uma cerveja bem gelada, um sol a pino e uma paz reinante que não quer ir embora... assim é Pipa.

Perugia

Hoje fechamos a compra das passagens para a Itália: embarcamos dia 28 de abril, com retorno dia 12 de maio. Serão 15 dias por lá! Agora, "basta" escrever o texto do congresso...

segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

Maracajaú e seus parranchos

Maracajaú fica a cerca de 65 km ao norte de Natal (RN). É um dos destinos mais procurados para passeio, que inclui mergulho de snorkel entre o conjunto de corais que fica a 7 km do litoral (os também chamados parranchos). O valor do passeio sai por 100 reais, mas se o turista optar por fazer mergulho de oxigênio, tem que desembolsar mais 120. O que vale, mesmo, é poder nadar entre os peixes e corais em alto mar, em uma região cuja profundidade mínima é de 2 metros. Fotos da viagem aqui.

quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011

Férias

Praia de Ponta Negra, Natal (RN)

Faz muito pouco tempo que estive por lá, em novembro, mas o retorno dessa vez foi grato: nada de concurso nem estresse. Ao contrário, uma semana de férias para desfrutar as belezas naturais e os encantos de Natal. Dessa vez, ficamos hospedados em Ponta Negra, praia urbana mais conhecida. Apesar do calor constante de 31ºC, pegamos um dia de chuva intensa, dois dias nublados e outros dois dias com sol forte. Comemos muita tapioca, visitamos praias ao norte e ao sul. A seguir, algumas informações sobre os passeios, os lugares e a comida. Só para matar saudade do tempo em que este blog era de viagem.

sexta-feira, 28 de janeiro de 2011

L'Italia

Acabei de receber a notificação de que meu trabalho foi aceito no Congresso de Americanística, em Perugia, que ocorrerá em maio. Se der tudo certo, então, daqui a uns meses embarcamos para a Itália! Não disse que este ano ia ser pródigo em viagens?

Paris há 100 anos

Quai da Île Saint-Louis - Foto de Eugène Atget

Quem conhece a Paris de hoje sabe que ela foi toda reformulada pelo Barão Haussmann, à época prefeito de Paris, no século XIX. Esse processo de reforma e embelezamento da cidade - que incluía um rigoroso plano arquitetônico militar - foi registrado no final do século por um fotógrafo que buscava imagens de uma cidade vazia e enevoada. Eugène Atget registrou uma outra Paris, muito diferente daquela da Torre Eiffel e dos grandes boulevares. Abaixo, o Parc St-Cloud pela lente de Atget e hoje.

Imagem retirada de www.uol.com.br

quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

Próximo destino

Este ano será pródigo em viagens. Assim espero. Por enquanto, mês que vem, vamos para Natal. Agora, sem a carga de um concurso público nas costas, vamos poder aproveitar melhor as praias, como Pipa e Maracajaú.

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O motivo da viagem é um período de férias. Há quase 3 anos sem viajar para descansar, acho que está na hora de me dar esse presente. Além disso, Alexandre ainda não conhece a cidade e isso se faz necessário. Nada mal começarmos o ano indo para lá.

quinta-feira, 13 de janeiro de 2011

Trapalhadas

Um vídeo de Os Trapalhões, em 1981, fazendo piada politicamente incorreta:

quinta-feira, 6 de janeiro de 2011

2011

Já faz um tempo que não passo por aqui. Com a virada do ano, houve também uma onda de novidades na minha vida. E parece que 2011 começou com o pé direito, com ótimas notícias. A melhor delas, recebida logo no primeiro dia útil do ano, é que a bolsa de pós-doc do Alexandre finalmente saiu. Bolsa suada, essa. Agora, estamos com planos, projetos novos e uma boa perspectiva para este ano. Muitas promessas: voltar a frequentar cinemas, conhecer novos restaurantes, comprar muitos livros, trabalhos novos etc. E, claro, viagens.

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Que 2011 seja muito melhor que 2010!