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domingo, 27 de dezembro de 2009

Au revoir

Por um bom tempo não vou atualizar o blog. Sem viagens em vista, sem grandes acontecimentos, não há motivo. Ao contrário, tenho razões de sobra para parar de me perder pelas redes da web e centrar-me cada vez mais no trabalho. Em breve tenho de entregar a parte final da tese para minha orientadora, esperar comentários nem sempre muito agradáveis e correr contra o tempo para pôr um ponto final no doutorado. Porque, dizem, a vida começa depois do doutorado. As postagens antigas ficarão por aqui, bem como as (tão adoradas) fotos. Au revoir à tous e um 2010 repleto de boas surpresas.

sexta-feira, 18 de dezembro de 2009

Paris sous la neige

Na página do Le Monde de hoje há uma apresentação de fotos de Paris com neve. Para aguçar a vontade e voltar à sessão nostalgia do blog:

Cité Universitaire - Janeiro de 2009

O mês de dezembro do ano passado foi bem frio, mas não chegou a nevar. O fenômeno só aconteceu em janeiro deste ano, em um espetáculo pra ninguém botar defeito. Gysa ainda está lá e foi ela quem me avisou que Paris está sous la neige.

sexta-feira, 11 de dezembro de 2009

Memória da cana

A peça Memória da cana, adaptação de Álbum de família, de Nelson Rodrigues, será encenada hoje, às 18h, no Instituto de Artes da Unicamp. A entrada é gratuita, mas é preciso chegar 1 hora antes do espetáculo para pegar senha. A direção é de Newton Moreno e o espetáculo ganhou o prêmio APCA 2009.

terça-feira, 8 de dezembro de 2009

Bons ventos

Vou parar de reclamar. E chega de chororô. Parece que 2010 pode começar com bons ventos. Não! Não terminei a tese ainda, mas parece que agora vai. A boa notícia é que há um pós-doc em vista na USP. A prof. de lá não só me acolheu muitíssimo bem, como ainda está fazendo das tripas coração para identificar os meios burocráticos para que eu entre lá! Isso faz muito bem pra auto-estima, que costuma ficar lá embaixo.

domingo, 6 de dezembro de 2009

Surpresa

Foi total falta de atenção, mas somente agora descobri que o álbum do Flickr só disponibiliza 100 mb por mês para o assinante gratuito. Coloquei algumas fotos e já estourei minha cota. Pois. Acho que tenho que parar com essa mania de fotos e saudosismo barato, parar de escrever aqui e voltar a escrever minha tese, que está empacada no meio do caminho.

A falecida

Na peça de Nelson Rodrigues, Zulmira é uma mulher suburbana cujo desejo último na vida é ter um enterro de luxo. Programa tudo: vai na funerária e encomenda o melhor caixão disponível (com alças de bronze e forrado de cetim), compra roupas e combinação novas para o velório e deixa todas as instruções com o marido. O final da história não vou contar. Curioso como a vida imita a arte. Lendo notícias da internet (gosto especialmente daquelas bem bizarras), soube que a atriz Leila Lopes, morta na última semana, deixou tudo organizado: dinheiro para o enterro e roupas novas para o velório (ela também queria um enterro luxuoso e inesquecível?)

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A propósito de Nelson Rodrigues, outra coincidência bizarra. Não me lembro exatamente quem foi, mas uma cantora/dançarina de funk carioca (talvez tenha sido a desaparecida Tati Quebra-Barraco) colocou uma dentadura de ouro. Boca de Ouro, o drácula de madureira, personagem rodriguiana, também fez isso - mas na ficção.

quarta-feira, 2 de dezembro de 2009

Fotos e filme

Somente agora descobri que o Yahoo tem um álbum de fotos melhor do que o Picasa, do Google. Já tirei aqui do blog o link que levava até o meu álbum virtual e coloquei esta apresentação de slides. Aos poucos, portanto, vou migrar as fotos para o Flickr - achei ele mais legal, as imagens ficam mais nítidas e as fotos mais bonitas. Vou aproveitar e disponibilizar algumas fotos diferentes. Por enquanto, há pouca coisa e está tudo muito desorganizado.

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Ontem fomos ver Julie & Julia, filme sobre comidas e comilões. E cozinheiras também. Pois aqui está o blog de Julie Powell, a menina americana que "aprendeu" a cozinhar com Julia Child.

terça-feira, 1 de dezembro de 2009

Poços de caldas


Poços de Caldas (MG) é uma cidadezinha típica do interior: praça bonita, coreto e, no lugar da igrejinha, um grande hotel. Na verdade, ela não é tão pequenina assim: são quase 200 mil habitantes! Mas para quem chega, a impressão que dá é essa. A praça é um dos pontos turísticos da cidade, incluindo aí a partida do teleférico que nos leva até o Cristo (parece que é praxe toda cidade do interior de São Paulo e sul de Minas terem os seus próprios cristos...). O passeio pelo teleférico ficou mais emocionante com a chuva ininterrupta do final de semana; mas na chegada até o ponto mais alto da cidade, nada pôde ser visto além de uma imensa massa branca:


Por fim, já no retorno para casa, uma passada rápida pelo Véu das Noivas, uma cachoeira na entrada/saída da cidade. Devido à intensa chuva do final de semana, a vazão das águas estava bastante forte e sua tonalidade parecia de coca-cola congelada (assim como rio, que tinha cor de doce-de-leite derretido):

quinta-feira, 26 de novembro de 2009

Weekend

Tem gente que vai para Hong Kong, mas eu vou passar o final de semana em Poços de Caldas (MG). Sem desmerecer os mineiros e a terra natal do meu cachorro, mas eu preferia passar uma temporada em Salvador ou coisa que o valha (algum lugar que tenha mar e ar fresco). Enfim, não é necessariamente um passeio. É que Alexandre vai participar de um congresso e eu vou de acompanhante.

terça-feira, 17 de novembro de 2009

Um sumiço involuntário

A habitual correria de final de ano me deixou um pouco off-line deste blog. Além disso, o desinteressante cotidiano me impediu de postar algo por aqui. Tese, auto-cobrança, apertos financeiros, dificuldades profissionais, nada disso vale a pena colocar aqui. Mas há algo que vale: João Gabriel, 6 meses, nosso mais novo afilhado.


sexta-feira, 30 de outubro de 2009

Murphy

Porque, em nome do trabalho, cancelamos nossa viagem a Salvador. Vai ter que ficar para uma outra vez, quem sabe para as férias de julho. Em janeiro, no way.

domingo, 25 de outubro de 2009

120 anos de Torre

A Torre Eiffel está comemorando 120 anos. Como festejo, foi preparado um show de luzes na beldade francesa mais famosa: são 12 minutos de apresentação, um minuto para cada década de existência. Abaixo, o vídeo da BBC com uma parte do espetáculo:

quinta-feira, 22 de outubro de 2009

Eu e elas

As minhas afilhadas. Maria:


E Ana:

quarta-feira, 14 de outubro de 2009

O nascimento de Ana

Hoje, às 6h da manhã, nasceu Ana, minha afilhada. Grande, lindinha, saudável e... dorminhoca. No tempo em que estive no hospital para visitá-la, sequer abriu os olhos para ver este mundo. Basta saber se com o tempo ela continuará assim.

sábado, 3 de outubro de 2009

sexta-feira, 2 de outubro de 2009

Rio 2016

Realmente eu não imaginava que o Rio teria alguma chance; jurava de pé junto que a cidade-sede das Olimpíadas de 2016 seria Madri. Mas enfim, o Rio venceu. Acredito, sim, que o investimento para esse evento será bom para a cidade (e, por extensão, para o Brasil). Mas também acho que já tem muita gente de olho para lucrar com as obras superfaturadas. Enquanto isso fica apenas na expectativa, abaixo o vídeo feito para apresentar a cidade ao COI:

segunda-feira, 28 de setembro de 2009

Dificuldades

Difícil é aguentar a incoerência de ver Taís Araújo e José Mayer com sobretudo de lã em pleno verão parisiense. Difícil também é ter de fazer um roteiro de Paris para os outros.

Cachadaço

Vista panorâmica de Cachadaço, em dezembro de 2005

Já faz tempo que fui, mas a imagem ficou marcada na memória. Cachadaço é uma praia retirada da Ilha Grande, de acesso relativamente difícil. Para chegar até ela (que não está incluída nos passeios habituais de barco com saída de Abraão), é preciso andar duas horas até Dois Rios, do outro lado da ilha, e depois mais uma hora ou uma uma hora e meia por uma trilha estreita. É preciso, então, ter um bom preparo físico e deixar de lado o medo dos bugios. Há alguns anos atrás valeu muito a pena. Mas, já que a caminhada foi longa, é bom também aproveitar bastante a praia de Dois Rios, onde ficava o antigo presídio de llha Grande. Foi nesse presídio que Graciliano Ramos ficou preso durante a Era Vargas e cujas experiências estão descritas no livro Memórias do Cárcere. Ambas as praias estão entre as mais belas da ilha.

quarta-feira, 23 de setembro de 2009

Vamos lá...

Vista aérea de Salvador; imagem retirada da internet
Uma coisa que aprendi a fazer na Europa foi programar as viagens. Aprendi que quanto mais cedo a gente pensa nela, mais barata a viagem fica. Pesquisa aqui, pesquisa acolá, sempre dá pra arranjar uma promoção, um pacote barato ou qualquer coisa do tipo. O difícil é aplicar essa regra no Brasil, pois passagem aérea por aqui, sem as empresas low cost, é sempre meio complicado. No entanto, é preciso reconhecer que nos últimos anos a coisa tem melhorado bastante: as empresas aéreas têm lançado boas promoções na caça por passageiros, especialmente depois que a Azul entrou no mercado nacional (e daí, vantagem para quem mora em Campinas, cidade-base da empresa). E foi assim, com pesquisa aqui e pesquisa acolá, que consegui passagens baratíssimas para Salvador, ida e volta, em janeiro. Portanto, próximo destino: Salvador e Chapada Diamantina, em janeiro de 2010.

quarta-feira, 16 de setembro de 2009

Sol, calor e praia

Praia de Abraão, Ilha Grande - RJ

Sequer chegamos na primavera, mas o clima já está de verão. Sol forte, calor e uma vontade imensa de ficar sem fazer nada na praia. Essas campinas que nos rodeiam nesse interiorzão paulista não permitem muita coisa fora da temporada de férias. Por isso, para que possamos ter um pouquinho do gosto de ver o mar e aproveitar esse momento de relaxamento, é preciso pagar caro, bem caro. As opções mais próximas (decentes) são o litoral norte de São Paulo e o litoral sul do Rio de Janeiro, geralmente lotadas e caríssimas na alta temporada. A foto é, portanto, para acalmar (ou atiçar?) o desejo.

terça-feira, 8 de setembro de 2009

09/09/09

O número parece cabalístico. O que será que ele pode reservar pra mim amanhã? Tendo que ir até São Paulo para a qualificação, em meio a tanta chuva e caos na capital, o medo é muito maior pelos possíveis transtornos logísticos do que necessariamente por aquilo que posso encontrar na argüição. Especialmente depois de assistir ao vídeo abaixo:

sexta-feira, 4 de setembro de 2009

Pensamento do dia

Ter trinta anos é: escolher roupas que não destaquem as gordurinhas acumuladas pelas décadas.

quinta-feira, 3 de setembro de 2009

Inverno brasileiro

Vento quente, sol forte e um calor de 32º C. Este é o inverno brasileiro, com cara de verão. Saudades do inverno com neve e frio de 0º C.


quarta-feira, 2 de setembro de 2009

Qualquer semelhança é mera coincidência

Atenas, dezembro de 2008. Furiosa pela morte de um estudante provocada por um policial, a população de um bairro periférico da capital grega protesta e causa estragos na cidade, colocando fogo em carros e prédios e entrando em confronto direto com a polícia:

Foto retirada da internet: www.kizomba.org.br

São Paulo, setembro de 2009. Em virtude da morte de uma adolescente, provocada por um policial, a população da favela de Heliópolis, periferia da capital paulistana, protesta colocando fogo em ônibus, carros e entra em confronto direto com os policiais:

Foto de Caio Guatelli, Folha de S. Paulo, 02/09/09

Qualquer semelhança é mera coincidência, por incrível que pareça.


sábado, 29 de agosto de 2009

Petros

E por falar em Grécia, na matéria publicada pelo blog (abaixo recomendado), há a referência a um pelicano, simpático habitante de Mykonos que vive entre o vai-e-vem dos turistas e dos pescadores. Ele se chama Petros e eis que o encontrei por lá:

Dicas

Sábado à noite e eu aqui com minhas viagens. Em vários sentidos: passadas (reais), presentes e futuras (surreais). Fico me perdendo pelo mundo afora virtualmente, entre sites e mapas, à procura de um bom lugar para divagar meus pensamentos. Pois bem, encontrei um ótimo blog para quem gosta de programar sua viagem: Última parada. Ah, se eu conhecesse esse endereço antes de programar minha viagem à Grécia! Leiam aqui o post sobre as ilhas gregas. A partir do blog vou pensar na minha próxima parada, que não será a última. Quem sabe lá eu termino minha tese?

segunda-feira, 24 de agosto de 2009

Mes trente ans

Voilà, a idade balzaquiana. Muitos me disseram que daqui para frente as coisas pioram, que a TPM fica cada vez pior, que em breve vou sentir saudade dessa fase etc. A despeito de algumas questões práticas da idade - sou obrigada a admitir que de fato algumas coisas vão piorando com o tempo -, acho que envelhecer é bom.

sábado, 22 de agosto de 2009

Nos recônditos da memória

Resolvi voltar, hoje, à sessão nostalgia deste blog. Nada mais natural para quem está às vésperas de completar 30 formosas primaveras. Mas eu costumo dizer que completo invernos, não primaveras. Pois ano passado, passei a semana de meu aniversário no sul da França "veranil", entre Marseille, Aix-en-Provence, Avignon e Cassis. Foi um aniversário bastante diferente, especialmente pelo clima quente do verão europeu (e aqui me remeto ao post da Camila a respeito de seu aniversário na Europa). E foi na casa dos Bonvalot, família que nos acolheu em Cassis, que eu experimentei delícias da culinária provençal: tapenade, tomates provençais, cake aux olives (bolo de azeitonas) e um delicioso vinho da região do Rhône. Não vou poder repetir a façanha de visitar as calanques de Cassis de caiaque, mas quem sabe dá pra repetir o feito culinário? Afinal, são 30 anos.

segunda-feira, 17 de agosto de 2009

Mini em cena

O Sesi, em parceria com o British Council, oferece um curso para formação de dramaturgos. O curso é gratuito, em São Paulo, com vagas limitadíssimas para o Brasil inteiro. A primeira turma já "se formou" e agora virá a segunda. Como uma amostra do resultado do trabalho de um ano, eles divulgam na internet, pelo Teatro para alguém, pequenas cenas escritas pelos alunos e encenadas por atores convidados: toda sexta, ao vivo, às 21h e 22h, aqui. No site também estão disponíveis os vídeos anteriores, para quem esquece - como eu - ou para quem está chegando somente agora.

sexta-feira, 14 de agosto de 2009

Pelos cães

Pelo bem deles eu aceito fazer propaganda de alguma coisa. Pois aí está uma campanha bacana:

segunda-feira, 10 de agosto de 2009

Exu tranca tese

E neste momento de pré-qualificação...

"Você está na reta final da sua tese, dissertação ou monografia? Você sente que existe uma força misteriosa que tira seu ânimo? Faz seu orientador adoecer ou sumir do mapa inexplicavelmente? Seu computador quebra ou é roubado com todos os seus dados e análises? Lamento ser o portador dessa má notícia, mas...VOCÊ TEM UM EXU TRANCA TESE NA SUA VIDA!!!

Esta é a corrente da Nossa Senhora Destrancadora de Teses. Você deve evocar esta novena toda vez que for vítima de alguma das artimanhas do "Exu Tranca Tese" ou se quiser apenas proteção contra essa entidade!!! Então, toda vez que sentir necessidade, faça a seguinte oração: "Nossa Sra. Destrancadora das Teses, em ti confiamos para a proteção contra o Exu Tranca Tese, nos proteja de: Queimação de pen drive; bibliografia em alemão; visita fora de hora; linha no word que não sobe com "del"; fotocopiadora quebrada. Dá-me: encontros com o orientador no corredor da Universidade e livro emprestado com data de devolução para 2050.

Ah, Senhora, livra-me também das perguntas indiscretas, das dúvidas fora de hora, e das certezas idem. Ajuda-me a lembrar dos nomes dos autores e da pronúncia deles, assim como do modo como se faz a notação de revistas. Nossa Senhora, livre-me de pensamentos acerca de minha tese durante meu sono. Que eu possa dormir o sono dos justos impunemente, sem que eu tenha que me levantar ou acender a luz para anotar insights invasivos que detonam minha mente quando preciso descansar para mais um dia de batalha! Que tais pensamentos venham na hora certa, quando me sento diante de meu PC e eu não me torne um zumbi.

Ó Senhora, desperta no meu orientador uma enorme vontade de ler minha tese. Que ele a leia com olhos vigilantes, para não deixar passar nenhuma monstruosidade, mas também com olhos piedosos, para me deixar r enfrentar a banca. E que a banca, Senhora, me dê os apertos que achar necessários, mas que ao final assine a poderosa ata, redenção final dos meus inúmeros pecados. Nossa Senhora, meu orientador insiste em dizer que a minha tese está, entre aspas, uma merda, mas eu sinto que a Senhora vai me dar um luz bem forte e lançar, como de um passe de mágica, artigos que abram meu cérebro tão debilitado por tamanha pressão. Minha Santa querida, já que eu fiz esta escolha na minha vida e sinto na obrigação de terminar, me dá forças para não matar um! AMÉM!!!"

Entregue

Ufa! Depois de dias de trabalho a fio, entreguei o texto da qualificação hoje. O texto não está, óbvio, do jeito que eu gostaria que estivesse. O segundo capítulo da tese, por exemplo, está inacabado. Mas foi. Neste momento, não dava para trabalhar ainda mais ali; outras pendências pedem para serem resolvidas. Para relaxar, hoje, uma Leffe e CQC.

quarta-feira, 5 de agosto de 2009

No meio do caminho...

... tinha uma pedra? Não sei o que vou encontrar pela frente, mas está marcada minha qualificação: 9 de setembro. Tenho de entregar o texto no início da próxima semana. Portanto, muito trabalho até lá. Aos trancos e barrancos, parece-me que as coisas estão andando.

sexta-feira, 31 de julho de 2009

Iguarias gregas

Juro que não foi esnobismo, mas falta de raciocínio mesmo. Foi num empório, delicioso, repleto de iguarias de vários países, queijos de todos os lugares. Vimos, ali, azeitonas diversas e, dentre tantas, as gregas. Ah, as azeitonas gregas. Foi então que Alexandre se lembrou: "será que eles têm?" Não titubeei: "Vocês têm 'fetá'?" O rapaz, sem graça: "Queijo 'féta'?" Puxa, pois é, aqui o acento da palavra muda, vira paroxítona, mas eu não tinha me dado conta. Tinha, responde o jovem, mas não vendemos mais porque é um queijo que não tem saída. Feta é um queijo de cabra grego, delicioso, utilizado especialmente na salada grega. E foi pensando nessa salada que pedi o queijo. Sorte que não tinha, pois o preço não é nada agradável: 78 reais o quilo.

SOS Mata Atlântica

Não significa que eu seja adepta do ato de fazer xixi no banho, mas o vídeo é uma graça e as referências são ótimas:

quinta-feira, 30 de julho de 2009

Mistérios

Curada do resfriado, eu de novo, nova. Depois de quatro meses seguidos tendo problemas com a Telefônica, com contas incompreensíveis e multas cobradas indevidamente (além de quedas horrendas da internet e do telefone), eis que este mês surge mais um mistério: a conta de telefone deu o irrisório valor de 3,10 reais. Houve, simplesmente, um crédito de 134,76, sabe-se lá de onde! Pelo bem, pelo mal, vamos tentar descobrir isso direitinho. Porque, se for crédito pela ausência do serviço de internet, é muito; se for indenização por danos morais e materiais, é pouco.

segunda-feira, 20 de julho de 2009

Ah, sim

O congresso foi interessante. E minha viagem à terra do sol não se resumiu ao mar e às areias coloridas. Foram 4 dias de encontros do GT de Teatro e História (ou História e Teatro, tanto faz), em uma sala sem ventilador nem condicionador de ar para uma cidade que está quase debaixo da linha do Equador. Ou seja, um calor tremendo. Fora o calor úmido, tudo correu bem: as apresentações, as discussões sempre interessantes, o tempo livre para passeio e não tive nenhuma intoxicação alimentar. Trouxe comigo, no entanto, um belo de um resfriado que se resume em intermináveis acessos de tosse.

domingo, 19 de julho de 2009

As areias coloridas do Morro Branco


São famosas as lembrancinhas do Ceará: potes de vidro com desenhos feitos com areias coloridas. A grande maioria dos turistas que visita o Estado leva este artesanato pra casa. Pois essas areias têm uma origem: Morro Branco, praia do município de Beberibe, a 80 km de Fortaleza. São, ao todo, 14 cores diferentes retiradas das falésias (mas eu vi apenas umas 5: laranja, branca, vermelha, rosa e amarela); verde, azul e lilás não existem naturalmente, são feitas a partir da areia branca. O passeio feito pelo labirinto formado pelas falésias encanta e surpreende pela inacreditável formação, uma mistura de areia com argila que assume uma cor diferente de acordo com o elemento químico encontrado na sua composição. Abaixo, uma foto que mostra essa variação de cor:

sábado, 18 de julho de 2009

Em Canoa Quebrada

Muita gente conhece aquele famoso vídeo que mostra uma ferrari andando a toda velocidade pelas ruas de Paris. Não tive a pretensão de fazer um projeto semelhante, evidentemente, mas filmei um pequeno trecho do passeio de buggy que fizemos em Canoa Quebrada, praia a 160 km ao leste de Fortaleza. Reduto hyppie deste os anos 70, além das falésias avermelhadas, ela possui uma formação muito semelhante a dos Lençóis Maranhenses, em escala muito menor: dunas com lagoas de água doce, formadas pela chuva drenada pelas areias. Resolvemos fazer o passeio "sem emoção", já que havia uma criança e uma gestante conosco (Ivan e Larissa). Algumas fotos da viagem estão disponíveis no álbum. Eis aqui os vídeos:

video

video

sábado, 11 de julho de 2009

Alencar, Iracema e o futuro

Amanhã embarcamos para Fortaleza e por lá ficaremos uma semana. Eu vou participar de um congresso de História, mais especificamente de um simpósio temático de Teatro e História (ou vice-versa, não importa). Já o Alexandre vai de acompanhante, aproveitar a passagem barata que encontramos e o sol constante da capital cearense. Na volta, fotos. É claro. Na ida, um chá de cadeiras em um escala de 6 horas no Galeão, até chegar na terrinha de José de Alencar (o escritor, não o vice-presidente), de Iracema e da famosa praia do futuro.

quinta-feira, 9 de julho de 2009

À moda de Hitchcock

Todo mundo que gosta de seus filmes e assiste, sabe que Hitchcock sempre aparece em alguma cena. Virou marca registrada dele. Pois no capítulo de ontem de Som & Fúria, Fernando Meirelles também deu o ar da graça. Na cena da reunião do conselho artístico do Teatro Municipal ele apareceu de perfil, no canto esquerdo da tela, compenetrado na exposição de Dante (Felipe Camargo).

sexta-feira, 3 de julho de 2009

Das últimas postagens

Ok, sei que as últimas postagens deste blog o deixaram com cara de página de memórias. Tudo isso tem um motivo: as últimas semanas não têm sido das mais interessantes por aqui. Trabalho e trabalho, em suma. Pudera, com relatório, qualificação de tese e congresso à vista, meu mundo tem se resumido à vida acadêmica.

terça-feira, 30 de junho de 2009

Daquela outra vez

Amanhã começa a Festa Literária International de Paraty, a FLIP. Com duração de 5 dias e figuras ilustres do mundo das letras, ela é o grande evento literário no Brasil. Fui uma vez na Festa, em 2004, e naquela época já era bastante complicado conseguir pagar conta de restaurante. No ano seguinte, o negócio inflacionou tanto a vida por lá que conseguiu piorar uma situação que já não era muito boa para os pobres pesquisadores (o preço dos hotéis, por exemplo, dobrou). A moeda por lá não é o real, mas o dólar. Impossível. Agora, FLIP só pela internet e Paraty só fora de temporada (a cidade continua um charme). A foto é de 2007, última vez em que lá estive.
Em tempo: será possível acompanhar os eventos online e ao vivo pelo site.

segunda-feira, 29 de junho de 2009

Oliveiras e azeitonas

Aos 4 anos de idade, conta minha mãe, quase surtei por conta de azeitonas. Conto melhor: minha mãe havia comprado no mercado por minha insistência e, como demoraram para entregar as compras em casa, fui ficando cada vez mais nervosa com o desejo de morder aquela delícia conservada que não estava às minhas mãos. Isso aos 4 anos, reforço. Passados os anos, continuo impossivelmente fascinada por azeitonas. No Brasil, no entanto, não há uma produção significativa delas. E eis que em Roma, entre o Palatino e o Fórum Romano, ei-las: as oliveiras repletas de azeitonas. Dá pra imaginar minha emoção?

quinta-feira, 25 de junho de 2009

Som & Fúria

Dia 07 de julho estréia, na Globo, a minissérie Som & Fúria, dirigida por Fernando Meirelles. E vou acompanhar não só porque Meirelles é um diretor que admiro, mas também por outros motivos que podem parecer mais ou menos importantes: 1) A trama trata de teatro, seus bastidores e crises; 2) Shakespeare é o autor encenado pela trupe protagonista da minissérie; 3) A primeira atriz do grupo, representada por Andréa Beltrão, se chama Elen. :-)
Veja abaixo um vídeo do que está por vir:

segunda-feira, 22 de junho de 2009

Em Sintra

Já comentei, aqui, a respeito dos Castelos de Sintra: o Palácio da Pena e o Castelo dos Mouros, únicos lugares visitados na rápida visita que lá fizemos em janeiro deste ano. Bom, a escolha de visitar Sintra não foi à toa, mas por conta da minissérie Os Maias, cujas filmagens nesta pequena vila próxima a Lisboa me encantaram e encantam até hoje. Para relembrar o resultado da minha viagem...


... e a minha motivação:


sábado, 20 de junho de 2009

Renovado

Foram 5 semanas de cuidados e colar elisabetano. Eis sua renovação:

sexta-feira, 19 de junho de 2009

quarta-feira, 17 de junho de 2009

Para matar a saudade

Campos foi e voltou de Paris por esses dias. E depois do susto (ele chegou a reservar passagem no voo AF447 do fatídico dia 31 de maio, mas resolveu mudar a saída para São Paulo), a sua visita à Paris primaveril. Na cara de pau, pedi encomendas que chegaram às minhas mãos hoje: um vinho Bordeaux e chocolates Lindt. Agora posso matar um pouquinho a saudade.

quarta-feira, 10 de junho de 2009

Produto que vale ouro

Há uma rede de supermercados por aqui que vende produtos franceses. Tudo bem que eles vendem Casino como se fosse o melhor produto francês, sendo apenas uma marca genérica tipo Carrefour. Mas enfim, dia desses fomos a este supermercado e, por curiosidade, fomos ver os queijos franceses vendidos por ali: um Rochefort Société, pedaço de 100g, por 50,90! Ou seja, o quilo do queijo sai por nada menos do que 509,00 reais! Queijo francês é bom, mas exploração tem limite.

domingo, 31 de maio de 2009

Para relembrar

Ali pelos anos finais da década de 90, o Fantástico apresentava, todo santo domingo à noite, um episódio de A vida como ela é..., adaptação dos contos de Nelson Rodrigues para a TV. Eis que agora essas curtas narrativas estão disponíveis no Youtube. Divirta-se!

sábado, 30 de maio de 2009

As noites

Quase todas as minhas noites (inclusive as de sábado e de domingo), assim como as manhãs e as tardes, têm sido dedicadas à pesquisa e escrita da tese. Temo, no entanto, não dar conta do recado. Escrever, êta processo difícil.

segunda-feira, 25 de maio de 2009

Na noite anterior

Na noite anterior ao meu retorno, eu me lembrei de uma coisa que não tinha feito até então. E ontem eu me lembrei que nunca comentei aqui neste blog o fato de que lá da Maison du Brésil, da sacada do 5º andar, dá para ver a Torre Eiffel. Fui bater foto dela piscando somente um dia antes de pegar o avião de volta! Na imagem acima, as luzinhas da torre, ao fundo, estão amarelas, sua cor habitual. Dá pra ver?!

domingo, 24 de maio de 2009

Happy Birthday to you

Tem gente que vai me chamar de desocupada; minha mãe acha um absurdo. Mas quem já teve um animal de estimação em casa sabe do carinho que sentimos por esses bichinhos. Enfim, hoje é o aniversário do meu cão, o Haku. Ele completa 5 anos de vida. Segundo alguns cálculos, ele teria - se fosse gente - entre 35 e 36 anos. Idade madura, não é?!

sexta-feira, 22 de maio de 2009

Se me falha a memória...

Quando cheguei em Paris, em março de 2008, fiquei um mês com a memória fraquíssima. Não lembrava de compromissos (raros no mês de adaptação), não lembrava de palavras óbvias, não lembrava das coisas daqui.

Quando voltei ao Brasil, em fevereiro de 2009, a memória me causou outra arapuca: substantivos banais me fugiam a todo instante. E agora, tento lembrar de coisas básicas da vida de lá. Como é mesmo o nome daquele barzinho que fica em frente à Cité U onde íamos ouvir música brasileira às sextas-feiras à noite?! Essa e outras questões me estão sendo frequentes.

quinta-feira, 21 de maio de 2009

Ocupações

Dediquei minha semana a três ocupações básicas: escrever parcamente a tese, dar uma aula e cuidar do Haku. O ferimento da mordida estava seriamente contaminado, o que provocou complicações na cicatrização e agora exige muita dedicação.

quinta-feira, 14 de maio de 2009

Monarca

Ontem aconteceu um fato muito chato. Na verdade, para além disso: desesperador. Estávamos passeando com nosso cachorro, Haku, pelo bairro; quando já estávamos a um quarteirão de casa, do nada surge um outro cachorro e o ataca. Na tentativa de salvá-lo, Alexandre ainda o levantou, mas o cachorro pulou e abocanhou a perna do meu cocker. Gritos e esforços, tudo foi feito para separá-los. E quando isso finalmente aconteceu, vimos o estrago de tudo. Com a ida à veterinária - somente hoje pela manhã - nos tranquilizamos. Pequena cirurgia feita na ferida, agora é preciso que o meu cão fique com o "colar elisabetano" (quanta ironia!), aquele cone, para não cutucar o curativo feito. Agora ele está, assim, um monarca dos tempos de Elisabeth.

sexta-feira, 8 de maio de 2009

Frustrações do Velho Mundo


A postagem de hoje da Cris sobre sua visita à Acrópole me fez relembrar algumas frustrações que passei no Velho Mundo. Ter ido à Grécia e não ter entrado no seu sítio arqueológico mais famoso foi, realmente, uma das maiores decepções. Tive outras, no entanto.

O quadro acima todo mundo conhece: O nascimento de Vênus, do Botticelli, que faz parte do excelente acervo da Galleria degli Uffizi. Ver a obra de perto é impagável, tanto por sua beleza quanto pelo seu simbolismo na história da arte renascentista. E depois de muito pensar e repensar, resolvemos comprar uma reprodução do quadro, lá mesmo, em Florença, por meros dez euros.

Pois: o "quadro" foi de Florença para Veneza de trem; em Veneza andou de vaporetto. De Veneza para Paris foi de avião. Alguns meses depois, voou de Paris para São Paulo, com escala em Lisboa. Mas ele não chegou ao seu destino (minha casa), porque Alexandre o perdeu no Aeroporto Internacional de Guarulhos. Sumiu - e ele até hoje não sabe explicar como.

quinta-feira, 7 de maio de 2009

Quando a água bate lá

Agora é certo: dia 08 de junho tenho de entregar ao menos metade da minha tese. Tenho exatamente um mês para escrever o texto que provavelmente será da qualificação. Já estou trabalhando em um bom ritmo, mas ainda preciso aumentar um pouco mais. Enquanto isso, algumas aulas para o curso de Artes Cênicas da Unicamp. Curso bem bacana, com alunos interessados e simpáticos. Esse é, para mim, o público ideal. E o melhor: as aulas têm me ajudado a pensar na própria tese.

domingo, 3 de maio de 2009

Do teatro nacional

Nossa produção dramática já não é das mais empolgantes, principalmente depois do advento do chamado "teatro pós-dramático" e quase extinção de um bicho já bastante raro: o dramaturgo. Dos nomes mais atuantes nos últimos anos no Brasil, Augusto Boal foi, sem dúvida, um deles, não só como autor teatral, mas também como pensador de teatro (fundou o Teatro do Oprimido) e diretor (na década de 60, esteve à frente do Teatro de Arena). Ontem foi seu falecimento, deixando mais uma lacuna nas artes cênicas (e dramática).

quarta-feira, 29 de abril de 2009

Cine Brasil-Paris

Começa, hoje, o Festival de Cinema Brasileiro de Paris e vai até 12 de maio. Lembro-me de ter visto a programação deste festival ano passado, mas havia pouco que estava por lá e não consegui me programar para ir. Havia um ou dois filmes que tinha vontade de ver e de cujos nomes já não me lembro mais. Da seleção deste ano, há dois que eu vi e não gostei: Meu nome não é Johnny (aliás, por que ele? Já faz um bom tempo que ele estreou aqui no Brasil) e Os desafinados. Este último, aliás, constrangedor nas cenas de descarada dublagem. No entanto, aqui e aqui é possível ver quais as salas exibirão os filmes.

Por aqui estamos em uma maré de poucos filmes nos cinemas. Sem grandes títulos em cartaz, com algumas comédias românticas ilustres desconhecidas, resta-nos pegar um bom filme na locadora e comer pipoca em casa.

terça-feira, 28 de abril de 2009

As flores do meu jardim - Parte II

Em meio a uma crise de produção de tese, fico passeando pelo jardim da minha casa, cuidando da minha horta e batendo fotos das minhas flores. Tudo isso na tentativa de arejar a cabeça para escrever sobre tragédias (enquanto gênero, bem dito). Deixo aqui, portanto, a segunda parte do ciclo "As flores do meu jardim".

domingo, 26 de abril de 2009

Outono nacional

Impossível não prestar mais atenção às estações. Depois de ver a transição de todas as estações em Paris, tento observar quais são as tênues transformações brasileiras. Em terras européias a primavera está dando o ar de sua graça, as tulipas devem estar belíssimas (por muito pouco tempo). Aqui, estamos no outono. Como disse, a mudança é lenta, com diferenças muito tênues: as flores ainda estão abertas, as folhas continuam verdes e não há aquele belo espetáculo das folhas amareladas que em breve cairão. O que mudou um pouco é que o calor, antes escaldante, está ameno, até com um arzinho frio pela manhã e ao cair da noite. Seguem, abaixo, algumas fotos do ciclo "as flores do meu jardim":

sexta-feira, 24 de abril de 2009

De Belém

Para não perder o costume, disponibilizei algumas fotos de Belém no álbum. São poucas, pois foram muitos os fatores contra fotos: dois dias de intoxicação alimentar, uma noite em claro passando mal, um congresso e um calor insano.

terça-feira, 21 de abril de 2009

Almoço do 5º andar

Hein?! É isso mesmo?! Sim, 5º andar da Maison, no Brasil. Um primeiro reencontro em terras tupiniquins: um almoço realizado dia 01 de abril, com Tadeu, Campos e Maíra (eu e Alexandre, claro). Para relembrar as histórias, matar as saudades, contar os novos causos. Faltou a foto, que o Tadeu esqueceu sua indefectível máquina fotográfica. Mas teremos outros encontros.

domingo, 12 de abril de 2009

Lá no norte

Foram 5 dias em Belém para um congresso; mais especificamente para uma mesa-redonda sobre Artur Azevedo. Construções portuguesas, antigas, são vistas pela cidade velha caindo aos pedaços, infelizmente. São poucos os casarões que foram restaurados. Pelas ruas da cidade, sob um calor úmido de 32 graus, milhares de camelôs se acumulam e acotovelam pelas calçadas e invadem as vias de tráfego. Algumas coisas interessantes: o mercado Ver-o-peso (e os hábitos daquele povo), a Estação das Docas, um sorvete delicioso de frutas da amazônia, o Mangal das Garças e bichos exóticos (ainda que poucos). O congresso? Interessante. A mesa-redonda? Afetada por três palestrantes desidratadas devido a uma intoxicação alimentar.

quarta-feira, 8 de abril de 2009

Chez moi


Aproveito a internet temporária para fazer um novo post. Como estava devendo, eis uma foto da minha nova casa. Como já falei, ela é gigantesca para os padrões franceses de moradia: 170m² de construção, com três quartos, duas salas, copa, cozinha, dois banheiros, área de serviço e quintal. E, no quintal, o melhor de tudo: árvores frutíferas. Temos, em casa, acerola, mamão, limão, laranja, figo, abacaxi e horta. Eu diria que, depois de uma vida urbana em Paris, nada como uma vida rural no Brasil.

sábado, 4 de abril de 2009

Idade das pedras

Peço desculpas às várias pessoas a quem estou devendo e-mails e notícias. Fato é que, desde que nos mudamos (há duas semanas já), a internet ainda não foi instalada em casa. Dependentes do monopólio da Telefônica (a Net não está disponível aqui no bairro), há duas semanas parece que estão brincando conosco. Já fizemos até reclamação na Anatel, mas nada resolveu. Fizemos vários pedidos de técnico em residência, mas os protocolos simplesmente desaparecem e ninguém vem resolver o problema. Fizemos vários testes e tiramos as seguintes conclusões: 1) O problema não é do computador, haja vista que podemos conectar em outros lugares; 2) O problema não é no modem, pois na sua página de configuração está tudo ok; 3) Não há problema algum no roteador wifi, pois sua página de configuração também está tudo ok; 4) Não temos problema com a fiação interna da casa, pois a pessoa que morava aqui antes usava speedy e neste momento estou conectada por internet discada... aff. O nosso próximo passo é procurar o Procon e, depois, o Juizado de pequenas causas. Enfim, tudo isso pra justificar um sumiço involuntário e também para dizer porque eu ainda não postei nenhuma foto da nova casa. Em tempo: amanhã embarco para Belém do Pará, onde vou participar de um congresso. Voltarei na quinta-feira (provavelmente ainda com problemas de internet).

quarta-feira, 18 de março de 2009

Crise?

Definitivamente, a crise não chegou a Barão Geraldo; não ao menos para as imobiliárias. Quando cheguei aqui, na infeliz data de retorno às aulas da Unicamp, fomos procurar casa para morar: em três dias, visitamos cerca de 20 imobiliárias (digo e repito: debaixo de um calor senegalês de 36 graus), deixei meu telefone com umas 10 e não vimos além de uma casa. Também não ficávamos mais do que 5 minutos em cada imobiliária. Simplesmente, não havia disponibilidade de casas para aluguel. Mentira, tinha sim, mas todas acima de 1.500 por mês. Ou casa caindo aos pedaços. Ou ainda, numa terceira opção, kitnets. Pois é: Barão Geraldo foi rendida pelas kitnets para estudantes ricos (pois elas chegam a custar mais de mil reais por mês). Não sei se foi um boom imobiliário muito grande que aconteceu neste ano que eu fiquei fora ou o meu salário desvalorizou deveras. Só sei que não dava para pagar o que estavam pedindo. Para resumo da ópera, conseguimos alugar uma casa muito boa (gigantesca para os padrões franceses de casa), por um preço ótimo, mas na "zona rural" de Barão Geraldo. O bom é que já conhecemos o bairro, pois temos amigos que moram por lá. Em tempo: nos mudamos em dois dias para Campinas... em breve, portanto, fotos da nova home sweet home. No entanto, demorará alguns dias até que tenhamos a internet... e daí temos de nos curvar à vontade da Telefônica.

domingo, 15 de março de 2009

O retorno

Faz um mês que voltei ao Brasil. Foi um mês intenso, repleto de confusões, sustos e esperanças. Na verdade, durante este tempo todo que se passou, ainda não tinha tido tempo de relembrar o que vivi na França, sequer tive tempo de sentir saudades de lá. E hoje, revendo algumas postagens deste (antigo) blog, bateu uma saudade imensa. Saudade que talvez tenha se acentuado por conta das intempéries sofridas neste reinício de atividades: não ter uma casa para morar, a procura desesperada por uma casa para alugar em Campinas, um calor senegalês de 36 graus, dificuldades financeiras, uma tese a ser escrita etc. Junto a tudo isso, é notável a defasagem do dinheiro nacional, com os preços cada vez aumentando mais - e, por conseguinte, o custo de vida. Enfim, retornei à realidade. E por isso resolvi retornar a esta vida virtual e repleta de sonhos vividos, com a possibilidade de revivê-los, ao menos pelo cyberespaço. Eis-me aqui outra vez.

sexta-feira, 13 de fevereiro de 2009

À la fin

E eis a derradeira postagem, com o meu último dia desta temporada em Paris. Só como um agrado, a capital francesa me reservou uma última neve. Foram exatas 287 postagens neste blog, que com meu retorno ao Brasil não fará mais sentido. As fotos ficarão aí, no entanto, para a manutenção da saudade. Na contabilidade expressa, foram cerca de 11 viagens pelas terras européias (mas, creiam os incrédulos, eu não vim fazer turismo); dias a fio na Biblioteca Nationale de France; mais de 50 livros, entre os fichados e lidos; incontáveis fotos da Torre Eiffel, dos prédios parisienses, do Sena, da Notre Dame e outros lugares que me agradam muito. Vou sentir falta de Saint-Michel e do sorvete Amorino. Aprendi a andar de metrô pelo emaranhado de Paris e região; visitei algumas regiões periféricas, entre elas Saint-Denis e La Défense; fiz um curso de francês equivalente ao que já tinha feito na Aliança Francesa e conheci alguns franceses (e outras pessoas de outras nacionalidades) muito bacanas. Foi, enfim, um ano muito intenso, repleto de surpresas e desassossegos de uma vida provisória. Volto para os meus, para os afazeres e compromissos em terras tropicais. Antes, no entanto, quero deixar uma pequena homenagem ao cotidiano de Paris. Pareceu-me, depois que ficou pronto, um vídeo do sistema de transporte parisiense; mas não é. Foi uma tentativa de registrar a vida cotidiana daqui...

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quinta-feira, 12 de fevereiro de 2009

Francesinha

Foi com muita tristeza que hoje me despedi de Elisabeth, a francesa mais brasileira que eu já conheci. Ela foi comigo e com Rosangela na exposição do Prévert e, depois, andamos um pouco pelo centro da cidade. Foram muitas as vezes em que nos encontramos, saímos, festejamos coisas diversas e jantamos (ela foi a herança mais valiosa deixada pela baianinha Cris). Sei que voltarei a encontrá-la - seja aqui mesmo em Paris, seja no Brasil, seja virtualmente. Mas esse processo de separação, principalmente daquilo que a gente não tem a certeza do reencontro, é muito difícil.

Jacques Prévert

Eu conhecia Jacques Prévert pelo filme Les enfants du Paradis. Mas sabia pouco, muito pouco sobre o roteirista, poeta, ator e artista. Hoje fui ver a exposição Jacques Prévert, Paris la Belle, que está no Hôtel de Ville (gratuita). Ele viveu grande parte de sua vida em Paris, praticamente dedicou à cidade sua arte e teve estreitos laços com os vanguardistas do Surrealismo. Tendo assinado roteiro de muitos filmes a partir da década de 30, o da animação abaixo chamou minha atenção, pois não sabia que ele também dedicou parte de sua arte aos pequenos (ele escreveu livros infantis, inclusive poesia para crianças). Segue Le Petit Soldat (O soldadinho), filme de Paul Grimault com roteiro de Prévert:

Despedida profissional

Ontem o profissionalismo entrou na cozinha do 5º andar: Higor e Gysa foram os crepeiros para o jantar de minha despedida e do Campos. Foram aproximadamente 86 crepes - entre salgados e doces - para 26 pessoas. Contando com muita agilidade, paciência e bom humor, os dois aguentaram o tranco de ficar com a barriga encostada no fogão por horas a fio. Afinal de contas, crepe precisa ser esquentado um a um. Depois, tive de chamar o Campos para um discurso de final de séjour (ele que sempre gostou de colocar todo mundo na enrascada) e, enquanto ele chorava de emoção (segundo o próprio Campos, ele chora até em reunião de condomínio), todo mundo gargalhava de tanto rir. Há algumas fotos do jantar no álbum. Todas elas foram batidas pela Cristina.
Crédito da foto: Cristina Marins.

terça-feira, 10 de fevereiro de 2009

Ops!

Pelo jeito, a confusão está instaurada não somente no meu quarto, com malas e cacarecos espalhados por tudo. Acabei já colocando o sentimentalismo barato de despedida antes de continuar minhas impressões de Madri. Como falei, não tenho muito mais coisas para postar sobre lá porque ficamos grande parte do nosso tempo dentro dos museus; mas andamos por todo o centro da capital. Limpa, organizada e nova (é visível a construção recente dos prédios, pois a cidade foi praticamente toda destruída na Guerra Civil, em 1936), é possível fazer toda a parte turística a pé. Ponto positivo, sem perder tempo em baldeações de metrô nem querendo descobrir qual o itinerário do ônibus. Mas isso provocou-me uma lesão no pé esquerdo - até agora enigmática para mim - e mal consigo andar. Sei, no entanto, que essa lesão não foi resultado de calçamentos ruins ou paralelepídedos desregulares, pois não há por lá. Foi provocada, provavelmente, pela insistência em ficar das 8h da manhã às 10h da noite andando...

Vidas, vindas e idas



Sim, esta é a minha última semana em Paris. Sem conseguir me concentrar no trabalho de forma adequada e contínua, levo meus pensamentos às lembranças diversas, da vida vivida aqui e daquela no Brasil. Não dá para comparar, definitivamente, uma vez que são momentos e fases distintos. Mas pensando no que vou sentir falta da França, posso ser bastante franca: dos vinhos, dos queijos, dos pães, das bibliotecas, dos teatros, dos museus, do Montsouris, das viagens, do sistema de transporte coletivo eficiente (embora nada cheiroso) e das amizades feitas aqui. E o contrário? O que no Brasil me faz tanta falta? Quando chegar quero devorar uma melancia inteira! Quero também: feijão preto com carne seca, sol para meu corpo produzir vitamina D, pizza de pesto e de alcachofra do Santa Fé, chopp gelado, meu cachorro. Quero voltar a fazer caminhada no final de tarde pelas ruas de Barão Geraldo, poder reunir os amigos para um café da tarde, um jantar ou uma pizzada, andar na praia e sentir o calor tropical. São duas vidas muito diferentes: a daqui, intensa; a de lá, cotidiana e sem pressa. Saudade eu sinto das duas, já, nessa fase de transição. De travessia.

segunda-feira, 9 de fevereiro de 2009

Ecletismo cultural

O Museu Thyssen-Bornemisza (foto acima) teria passado despercebido por mim se não fosse Rosangela insistir para entrarmos. Depois de tê-lo visto, acho que ele deveria ser incluído na lista de passeios de Madri de qualquer um que goste de arte: a coleção é eclética suficiente para agradar a qualquer gosto. Além disso, o museu possui uma exposição interessante e raramente vista das obras, a cronológica. Assim, partimos da Idade Média e fazemos um passeio pelas diversas expressões artísticas até o contemporâneo; apresentação didática para quem quer aprender um pouco sobre a história da arte ocidental. E muito boa para mim, que sou leiga; aliás, meus passeios pelos museus foram enriquecidos pela presença de Rosangela, que estuda justamente a história da arte e me deu algumas aulas sobre as épocas, as estéticas, as variantes, os artistas.

Madrileña

Para fechar o ano por esses lados de cá, Madri fechou com chave de ouro. A viagem foi ótima, com direito a dois intensos (frios e ensolarados) dias de passeios e visitas aos principais museus da cidade: Museu do Prado, Centro Cultural Rainha Sofia e Museu Thyssen-Bornemisza - e ainda, de quebra, uma super exposição de Francis Bacon no Prado. Viagem intensa e, por isso, bastante cansativa. Em dois dias tivemos uma imersão cultural em tais museus: vimos Guernica, do Picasso; O jardim das delícias, do Bosch; as Pinturas Negras, do Goya; As meninas, do Vélasquez dentre tantas outras grandes obras expostas nos museus madrilenhos. Por conta disso - do grande número de horas dentro dos museus -, quase não há fotos da capital espanhola. Algumas já estão disponíveis no álbum.

quinta-feira, 5 de fevereiro de 2009

Sentimental

Estou muito sentimental por esses dias, com uma beiradinha na pieguice. Pois é, e foi ouvindo uma música cantada por Mônica Salmaso (Na volta que o mundo dá) que eu pensei nisso tudo. Já começo a me despedir de alguns amigos; da cidade, então, nem se fala. E foi com toda essa carga melodramática - e querendo pôr a música neste blog - que eu fiz o vídeo abaixo. Uma reunião de vários momentos vividos por aqui.
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Presque à la fin

Quase no fim. Amanhã faz 11 meses que cheguei em Paris - e falta pouco mais de uma semana para eu voltar ao Brasil. Mas antes de eu começar a fazer postagens lamuriosas de despedida da cidade luz, vou dar um "pulinho" em Madrid. Vamos eu e Rosangela amanhã e voltamos no domingo. Uma última viagem antes de eu embarcar para a terrinha. Segunda-feira estou de volta, com postagens sobre a capital espanhola (espero não ter nenhuma crise criativa, como aconteceu com Portugal).

terça-feira, 3 de fevereiro de 2009

Paradoxos linguísticos

O contato com uma língua estrangeira, para mim, é sempre um enigma. Por exemplo: se eu ouço um programa em francês no rádio ou na TV eu entendo praticamente tudo. Se vou a alguma palestra ou aula, se dá o mesmo processo de compreensão. Idem para a leitura. No entanto, a reprodução é sempre um pouco mais complicada (e, por consequência, a culpa por não ter conseguido dizer o que realmente queria dizer é sempre imensa). Penso nisso porque hoje foi o exame final do curso de francês: prova muito difícil. Não sei se eu estava com problema crônico de concentração ou se as questões estavam descontextualizadas. Ô dificuldade para entender o que eles queriam que respondêssemos. E teve também a prova oral, semana passada. Comentário da professora: "No conjunto vocês foram bem". Depois olha pra mim e fala: "Sim, o seu tema foi o mais difícil de todos". Enigmático e nada encorajador. No entanto, no Castelo de Vincennes, no domingo, o guardinha: "Ah, mas você tem o sotaque muito próximo do parisiense". Vai entender essa relação paradoxal que temos com a língua estrangeira.

segunda-feira, 2 de fevereiro de 2009

Minha querida amiga, a neve

Sim, hoje ela deu o ar de sua graça novamente! O parque da Cité Universitaire voltou a ficar branquinho de neve; a sacada do meu quarto com um montinho de flocos pela manhã. No entanto, chove fino e logo logo ela vai-se embora, deixando resquícios nada gratificantes: o gelo escorregadio que se mistura à lama dos calçados. A beleza é imediata, mas saindo a maquiagem aparece a triste face.

domingo, 1 de fevereiro de 2009

Das alturas

Último final de semana em Paris e também último primeiro domingo do mês. Eu e Rosangela fomos aproveitar nossa última oportunidade de visitar lugares turísticos gratuitamente. Além de irmos ao Château de Vincennes - antigo lugar de caça dos reis e residência temporária antes da construção de Versailles -, também subimos no Arco do Triunfo e na torre da Notre-Dame para ver como Paris se comporta quando vista de cima. Linda, indescritivelmente linda. A idéia era irmos apenas ao Arco do Triunfo, mas como ainda nos restava um tempo, resolvemos arriscar e conseguimos subir na torre da Notre-Dame (fomos as penúltimas a entrar na fila!). Depois ainda voltamos para o Arco do Triunfo para ver a Torre Eiffel brilhar. Somando tudo, subimos - por baixo - 948 degraus, sem contar os do Château de Vincennes: 284 x 2 do Arco do Triunfo mais 380 da Notre Dame. Além disso, enfrentamos um frio que há alguns dias já não fazia mais por aqui. Algumas fotos do dia no álbum.

sábado, 31 de janeiro de 2009

Derradeiras imagens

Hoje saí por Paris atrás das derradeiras imagens da cidade, aproveitando os raros momentos de sol neste inverno que está tão gelado. Combinei com a Rhelen em Saint-Michel e fomos andando pelo centro, parando, conversando, batendo fotos. Foram duas horas de caminhada por Paris, enfrentando um vento gelado e a mão doendo de tanto frio. E foi só pelo frio que não fiquei esperando a Torre Eiffel acender suas luzes.

sexta-feira, 30 de janeiro de 2009

Transições

Estamos, aqui no 5º andar, em fase de transição. Quase todo mundo irá embora entre fevereiro e março. Amanhã vai o Luiz; depois Tadeu; depois eu... em seguida: Campos, Maíra, Higor, Mariana etc. Mas não é apenas por aqui. A Maison inteira está passando por uma debandada geral nesses próximos dois meses. A Ana Maria, também do IEL, vai embora hoje.

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E ontem foi dia de festa, ops, greve. Greve dos transportes, todo mundo em casa. Resultado: festa o dia inteiro! Reunião pela manhã na cozinha para comer cuzcuz nordestino no café da manhã; em seguida, houve as despedidas da Ana Maria e de outros residentes na cafeteria; e aqui na cozinha, a do Luiz. Mesmo assim, ainda tentei trabalhar um pouco.

quinta-feira, 29 de janeiro de 2009

Coração Ardente

Tadeu ganhou ingressos para a peça Coeur Ardent (Coração Ardente), de Alexandre Ostrovski, em cartaz no Teatro Gérard Philipe, em Saint-Denis. E lá fomos, ontem, mesmo com todos os avisos de greve geral dos transportes. A peça era interessante, nada cansativa (apesar das 3h10 de duração). Pareceu-me um pouco amadora em alguns momentos, com certos exageros de interpretação e adaptação. Um ator, especificamente, parecia mais o Denny de Vito naquelas comédias hollywoodianas exageradas. A jovem que fazia a filha dos burgueses, em busca de liberdade idealizada, também exagerava na dramaticidade que o texto não tinha. Ficou piegas às vezes. Fora alguns outros problemas, acho que valeu eu assistir à minha última peça de teatro em Paris. E se antes eu não conhecia a região de Saint-Denis, em uma semana fui lá duas vezes... Saindo de lá, uma navette levou-nos até Chatêlet e, de lá, pegamos um RER estranhamente vazio. Já prevenidos de que talvez teríamos de voltar para casa ou de Noctilien ou a pé, tivemos a grata surpresa ao não ter de esperar o trem chegar. Abaixo, uma foto de uma rara cena: RER vazio...