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sexta-feira, 31 de outubro de 2008

Rigoletto

Hoje fomos assistir a Rigoletto (foto acima), de Giuseppe Verdi, na Opéra Bastille (que é um outro prédio da Opéra de Paris, além do Garnier). Talvez essa seja a única grande apresentação que eu vá ver, pois não é a opção cultural mais barata. Digamos que é uma das mais caras, na verdade. Mas eu precisava ver uma grande produção. O prédio, moderno e enorme (foto abaixo), deixou a representação um tanto distante e fria, impessoal, com o som baixo. Por vezes era possível, até, ouvir o bater de uma porta na parte externa da sala, mas estava com reais dificuldades de ouvir a orquestra. No entanto, essa distância não tira sua grandeza, cujo cenário, indumentárias e representação permitiram ao público ficar, pelo menos, 15 minutos aplaudindo no final. E por falar nisso: o tempo do aplauso, aqui, pareceu-me que é uma espécie de código. Dependendo da intensidade da apreciação do público, varia o tempo em que este fica aplaudindo. E, diferentemente do Brasil, ninguém se levanta para "aplaudir de pé".




quinta-feira, 30 de outubro de 2008

Repassando

No próximo dia 4, a Opéra de Paris transmitirá ao vivo o espetáculo La Petite Renarde Rusée através de seu site. Para quem tiver interesse em assistir à ópera, talvez essa seja uma opção (ainda que não seja a melhor). O horário que é inoportuno, às 19h30 daqui (16h30 no Brasil). Em tempo: no domingo passado acabou o horário de verão aqui e diminuímos uma hora, de modo que a diferença entre Brasil e França, agora, é de apenas 3 horas.

Encasacados

O frio tá pegando por aqui. Hoje, com chuva, fomos ao centro da cidade para prendre un verre (beber alguma coisa) com Philippe e Anne-Laure. E, para encarar o frio, saímos encasacados até. Abaixo, Alexandre em frente ao Panthéon se protegendo um pouco da chuva.
E, aqui, eu entrando na estação de metrô, com nariz vermelho de frio... somente com um frio desses (que nem é o do inverno ainda) conseguimos descobrir a real função das luvas, do cachecol e do gorro. Para rir um pouco, vejam a pose da figura abaixo... (e não sou eu quem está fazendo a pose):

quarta-feira, 29 de outubro de 2008

Um dia frio

Hoje Alexandre acordou e, em seguida, veio correndo me falar que o dia estava com neblina. Levantei e fui conferir a névoa que fechava a visão da cidade. Corri até a internet para ver a temperatura lá fora: -1ºC com sensação térmica de -3ºC! O inverno está batendo na porta...

terça-feira, 28 de outubro de 2008

Uma dança

Ainda um pouco sobre Barcelona. Como é possível perceber, a cidade me impressionou bastante. No sábado, depois de andarmos pela cidade inteira, desembocamos em uma praça (Plaza de la Seu), onde fica a catedral (fechada para reforma, como grande parte da cidade). Houve, lá, uma manifestação interessante: uma orquestra que tocava em frente à igreja e, espalhados por toda a praça, grupos que dançavam. No entanto, era a mesma dança em todos os grupos... Imagino que ela seja típica da região. Abaixo, um vídeo que mostra um dos grupos.

video

segunda-feira, 27 de outubro de 2008

Agradecimento

Alexandre está chegando em Paris: ele saiu ontem de São Paulo e já passou pela escala (e imigração) em Lisboa. Mas sua vinda talvez não fosse possível sem o apoio incondicional e imensa ajuda recebidos da família dele: desde a primeira viagem, todos têm ajudado muito para que ele pudesse vir ficar comigo aqui em Paris. Muito obrigada!

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Alexandre passou pela imigração em Portugal e parece que autorizaram-no a ficar apenas 50 dias aqui, pois ele já ficou 40 dias recentemente. Segundo a polícia portuguesa, ele terá de pedir autorização para permanecer os três meses pretendidos. Depois teremos de conversar e ver direitinho o que será preciso fazer.

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Só uma curiosidade: ontem, quando eu voltava de Barcelona, o avião fez uma manobra recentemente conhecida pelo povo brasileiro: ele arremeteu. Ele estava tentando pousar, mas de repente começou a subir novamente. Deu meia-volta e pousou. Engraçado que, nessas horas, é possível perceber que quase ninguém voa tranqüilamente... os passageiros ficaram inquietos e sussurravam. Só pararam depois que o comandante entrou em contato conosco e explicou o que tinha acontecido (como ele falou em inglês, eu não entendi. Só entendi que ele daria meia-volta e tentaria novamente pousar).

Língua estrangeira

Barcelona fica na região da Catalunha, cuja língua oficial (além do castelhano) é o catalão. Nunca tinha visto nada em catalão e estranhei um bocado: é mais ou menos uma mistura de castelhano com francês, com certa proximidade e palavras muito semelhantes ao português. Por exemplo: saída, em francês, é sortie; em castelhano, salida. Em catalão é a mistura dos dois e fica sortida. Na foto ao lado, dá perfeitamente para entender o que está escrito, mas na hora de ouvir, não dá para entender nada! Imaginem isso daí falado com o fortíssimo sotaque dos espanhóis. E o castelhano dos espanhóis, mesmo, parece de caricatura.

domingo, 26 de outubro de 2008

Passeios por Barcelona

Há muitas coisas a serem feitas em Barcelona, de modo que não é possível fazer em apenas 1 dia e meio (calculando: saímos sexta bem cedo, mas chegamos na cidade já ao meio-dia e começamos a passear mesmo à tarde. Na volta, tivemos de sair às 8h30 de Barcelona para conseguir pegar o avião às 11h25 em Girona). Andamos pelos rastros de Gaudí na cidade: Park Güell, Sagrada Família, Casa Batló; subimos nos pontos mais altos da cidade (gosto de altura): além do park Güell, Parque de Montjuïc e fomos de teleférico até a Torre São Sebastião, passando pela Torre Jaime I. Há a dimensão de uma cidade agitada, com muitos rastros artísticos, e o glamour do Mediterrâneo; monumentos, parques, museus - tudo isso é possível encontrar por lá e seria preciso, pelo menos, uns 4 dias para aproveitar tudo com calma. No Parque de Montjuïc, por exemplo, há muita coisa: o castelo, o teleférico, o Palácio Nacional e as fontes mágicas, a Fundació Joan Miró... e lá embaixo, uma outra vida, agitada, fervendo e esperando pelos turistas. Algumas coisas realmente muito caras: entrada na Sagrada Família (com desconto de estudante): 8 euros! E para subir na torre da Sagrada Família: 2,50! Teleférico: 12,50 ida e volta e 9 euros apenas um trecho. Entrada na Casa Batló: 16 euros (não encaramos essa). Mas enfim, há coisas também que me surpreenderam: o Castelo de Montjuïc, por exemplo, é parcialmente gratuito (pois, afinal, é uma fortaleza militar) e lindo. Para quem quiser, as fotos estão aqui.

Barcelona

Esta é uma imagem que fica na memória de quem passa por Barcelona: cidade alegre, com muita gente nas ruas até altas horas da madrugada, povo festeiro. Embora tenha ficado apenas um dia e meio (bruto) em Barcelona, foi o suficiente para perceber isso. O hostel onde ficamos era bem no centro velho da cidade, em uma rua próxima à La Rambla, rua conhecida pela movimentação. E, mesmo que tenhamos passados apenas pelos lugares mais turísticos, nota-se que esse perfil se confirma. A cidade é muito bonita. Ao chegar nela, não notamos nada de muito especial, mas à medida em que andamos por suas ruazinhas, que visitamos um lugar, as coisas nos surpreendem deveras.

A viagem não foi totalmente tranqüila: muitos imprevistos com ônibus, aeroporto; sustos e gastos extras fora de orçamento. Primeiro porque a gente não sai de Paris, mas de Beauvais, uma cidade a hora e meia daqui. Segundo, não descemos em Barcelona, mas em Girona, cidade a hora e meia do nosso destino. Com isso, gastos com ônibus que fazem o traslado... e, o pior de tudo, o imprevisto de termos perdido o ônibus na volta e ter de pagar um táxi (100 euros). Ou isso, ou comprar outra passagem - que, se fosse de última hora, sairia bem mais caro do que a facada do táxi. Mas, mesmo assim, valeu a pena.

quarta-feira, 22 de outubro de 2008

Um filme e uma viagem

Ontem fomos ver Blindness, filme de Fernando Meirelles adaptado do romance Ensaio sobre a cegueira, de José Saramago. Era tarde, fazia frio e a sala estava praticamente vazia... Um filme forte e contundente, como Cidade de Deus.

Mas eu deveria ter visto, mesmo, o filme de Wood Allen: Vicky, Cristina, Barcelona. Isso porque nesta sexta vou para lá, Barcelona, passar o final de semana. Volto no domingo. Esquema de viagem bem barata, mas que dá alguns transtornos: sair de casa às 5 da manhã, ter de ir a um aeroporto bem longe, descer em outro também bem longe, encarar avião, check-in etc. Por isso, o blog ficará fora do ar por alguns dias.

domingo, 19 de outubro de 2008

Fotos

Acho que já deu para perceber o quanto eu gosto de bater fotos, especialmente de paisagens e ainda mais especialmente agora no outono. Há motivo: esta estação é muito bonita e muito diferente do que temos no Brasil. A mudança visível e lenta das árvores e da paisagem cativa qualquer um. Hoje, andando pela cidade, peguei algumas imagens realmente belas. E, para quem se interessar, elas estão no álbum.

O Corvo



Quando eu cheguei aqui, uma das coisas que mais me assustaram foi a presença constante de corvos. Tenho medo desses pássaros que, em geral, são símbolos de mau agouro. Ontem estávamos no Buttes Chaumont, parque do norte de Paris, e onde íamos tinha corvo. Começaram a dizer que o bichinho estava me acompanhando... e eis que hoje, em pleno Champs de mars, o black bird também aparece. E, novamente, as meninas falam que ele estava atrás de mim... Sempre que o vejo, lembro de Poe: "Lenore, never more". Mórbido, não?!

sexta-feira, 17 de outubro de 2008

Guia turística

Todo mundo fala que eu tenho um dom especial para guia turística. Organizo viagens, vejo passagens, faço roteiros, descubro facilidades etc. Pois bem, tenho cada vez mais aperfeiçoado esse meu lado prático. Mas faz parte da praticidade também se apropriar de algumas sugestões. Por isso levei minhas visitas a um restaurante que já conhecia, sugestão antiga de Pablo. Um restaurante marroquinho, com um couscous delicioso e muito bem servido por um preço muito camarada; além de o lugar ser muito bonito.

Mas eis que o melhor da noite foi o chefe dos garçons (ou sócio do restaurante, talvez): além da extrema gentileza, ele ficou brincando muito com Cristiane, a moça que mora em Portugal e está aqui com as irmãs do Alexandre. Ele percebeu que ela tentava falar as palavras em francês, que tentava aprender alguma coisa, e começou a incentivar que ela falasse. Fez com que ela repetisse as palavras do cardápio, pedisse a conta... No final, na hora da conta, ele entregou a ela e, por meio de gestos, sugeriu que se ela dançasse no meio do restaurante ele pagaria a nossa conta. Tudo em meio a muitas brincadeiras e muitas gargalhadas nossas.

quinta-feira, 16 de outubro de 2008

Mundo Árabe


Dentro de uma programação fora do simples roteiro turístico, levei as irmãs do Alexandre e uma amiga (e eu mesma) para conhecer o Instituto do Mundo Árabe daqui de Paris. Além do prédio ser por si só deveras lindo - visto por fora e por dentro - também vale a pena conhecer o acervo permanente do museu. São objetos árabes datados desde três séculos antes de Cristo até bem mais recentes e que mostram não apenas esta cultura tão diferente da nossa, mas também a influência que tiveram na matemática, na astrologia, na medicina. Há, no museu, alguns exemplares (bastante antigos) do Alcorão escritos com pigmentos de ouro.

quarta-feira, 15 de outubro de 2008

Alerta

Hoje encontrei um amigo que me contou o seguinte: uma moradora da Maison está de aniversário hoje e seu namorado chegaria para visitá-la. Sim, ele chegaria, pois foi barrado no aeroporto e será deportado nas próximas horas. E não foi um caso específico. Não há notícias detalhadas, pois ela sequer conseguiu falar com o rapaz, mas parece que a imigração resolveu fazer uma "limpa" e reteu um número muito grande de brasileiros. Exigiam que o turista tivesse 50 euros por dia de estadia e, além disso, não aceitaram a declaração da Maison de que ele ficaria hospedado aqui (um simples e-mail). As irmãs de Alexandre, que estão aqui em Paris (mas passaram antes por Portugal), disseram que a imigração portuguesa fez perguntas detalhadas da viagem para todos os brasileiros que desceram em Lisboa: pediram para ver passagem de retorno, cartões de crédito, dinheiro, reserva de hotel etc. É preciso um pouco mais de cuidado na hora de viajar.

terça-feira, 14 de outubro de 2008

Paciência

Antes do início da sessão, o diretor Júlio Bressane teve a voz e pediu: um pouco de paciência para gostar de Brás Cubas, filme de 1985. Com algumas tiradas interessantes ("Machado de Assis, eu gostaria de lhe apresentar quatro jovens de vanguarda e modernas: Anita, Pagu, Cecília e Tarsila") no meio do roteiro, de resto há muitas marcas dessa época do cinema brasileiro e, sim, é preciso um pouco de paciência. Segundo as próprias palavras do diretor: um filme experimental. Ele estava certo.

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No mais, paciência para esperar a confirmação: viagem de volta ao Brasil pré-marcada para dia 13 de fevereiro.

segunda-feira, 13 de outubro de 2008

Saga outonal

Eu e minha saga à procura do outono europeu. As imagens são várias e bem diferentes do que estamos acostumados no Brasil. E é por isso que chama tanto a atenção: não apenas pelo amarelado das folhas, mas pelo modo das pessoas nas ruas, nas roupas e pela cor do céu. Lindo ver as folhas amarelas caindo, cobrindo o caminho e os galhos das árvores aparecendo e prevendo um inverno próximo.

domingo, 12 de outubro de 2008

100 anos sem o bruxo

Em comemoração aos 100 anos de morte do bruxo do Cosme Velho, Machado de Assis, foi organizado, aqui na Maison du Brésil, um evento: Lire Machado de Assis. São cinco dias de conferências, filmes, exposição de fotos e risos, muitos risos. Vários pesquisadores (franceses e brasileiros, mas quase todos trabalham aqui) que expõem como eles vêem a obra machadiana ou contam algumas experiências. Algumas conferências muito interessantes, como a que falava da recepção de Machado na França; ou então as dificuldades da tradudora de alguns romances para o francês. Mas também há coisas que só nos fazem rir: ontem apareceu, por aqui, um português jurando que Machado era português. Óbvio: ele era filho de mãe portuguesa, casou-se com uma portuguesa e... se chamava Joaquim! Tal afirmação arrancou algumas boas gargalhadas. O evento vai até terça-feira, dia 14, e conta com o apoio de ABL, da Embaixada do Brasil na França, da Maison du Brésil, da Paris III e outros. Amanhã haverá sessão do filme Brás Cubas, com a presença do diretor, Julio Bressane.

quinta-feira, 9 de outubro de 2008

E no curso...

No curso de francês me colocaram no nível 4 (há 5). Quando na semana passada, no final do teste, a professora sugeriu que eu iria para o 4, pensei: "ela está enganada; fico no 3". Mas agora dá pra entender o motivo de eu ter ido para este nível: é a mesma matéria do intermediário da Aliança Francesa... talvez depois o assunto aperte um pouco. Mas, por enquanto, não há nada além do que eu já tenha visto e revisto. Mas é bom; assim reviso algumas coisas mais antigas, aprendo outras novas. Ça va.

terça-feira, 7 de outubro de 2008

De cabeça para baixo

As coisas andam meio de cabeça para baixo nesses últimos dias. Não apenas em relação à crise mundial, dólar em alta, incertezas financeiras e variações diversas (sim, aqui há crise e não está nada sutil). Mas os últimos dias foram um tanto, digamos, atrapalhados para mim. Não bastasse o aquecimento do quarto que - contrariando as declarações da diretora da Maison e seu fiel escudeiro, Monsieur R. - não faz diferença nenhuma na temperatura do ambiente, ontem ainda acabou a energia do meu quarto. No momento em que fui ligar o fogão (elétrico), a força ficou sobrecarregada e caiu. Resultado: noite inteira sem luz, banho no escuro e geladeira descongelada... atrapalhações demais para um dia que não precisava disso.

domingo, 5 de outubro de 2008

Pretérito imperfeito

Era para eu ir para a Grécia este mês. Era para eu conhecer o berço da civilização ocidental e, quiçá, alguma ilha do Mar Egeu. No entanto, devido a inúmeros problemas - que não cabem neste curto espaço blogueiro - eu não vou mais. Não, a viagem não foi cancelada, ela foi adiada para outro mês.

Gesto estranho

A pintura acima, anônima, é considerada como da segunda fase da escola francesa de Fontainebleau, com influência do estilo renascentista italiano na pintura dos corpos femininos. De qualquer forma, o que chama a atenção é o gesto da jovem que toca no seio direito da outra. Segundo o site do museu do Louvre, as jovens foram identificadas: uma é Gabrielle d'Estrées, amante do rei Henri IV; a outra é sua irmã. E o gesto foi interpretado como um símbolo da gravidez de Gabrielle, que esperava então um bastardo do rei francês. Outro elemento da pintura que indicaria sua gravidez é a jovem no segundo plano, que poderia ser uma ama para o bebê. Interpretações à parte, o gesto ainda hoje chama a atenção.

Cores do outono

Fazia um certo tempo que eu não ia ao centro da cidade. Como tenho tentado me centrar no trabalho, ainda não tinha ido ver a cidade neste início de outono. Hoje, na saída do Louvre, fui dar uma olhadinha no Jardin des Tuileries, que já está sem a roda-gigante e cuja beleza ainda se mantém. Já não tem mais o colorido da primavera e do verão, mas o meio-tom é charmoso, muito mais parecido com aquela imagem que se tem de Europa. Não fosse a chuva fina e o vento gelado, daria para dar uma volta por lá. Fica para outro dia.

Você tá rindo de mim

Hoje fui ao Louvre pela segunda vez e, pela primeira vez, em um primeiro domingo do mês. Como esperado, o museu estava lotado. Sem conseguir aproveitar as obras de arte como deveria, fiquei 4 horas e meia lá dentro para conseguir conhecer mais alguns lugares além dos que já havia visto. Inevitável passar por salas já visitadas, mas o mais interessante foi a vista acima: a sala da Monalisa, de Da Vinci. Centenas de turistas desesperados por uma foto... da Gioconda. Curioso pensar que na sala anterior havia, pelo menos, uns três ou quatro quadros do próprio Da Vinci, que quase ninguém percebia nem se debatia para bater uma foto.

Noite Branca

Ontem foi o dia da Nuit Blanche: noite em que, recheada de manifestações artísticas diversas, Paris fica "branca". Assim como na foto ao lado, da Tour Saint-Jacques iluminada, vários lugares da cidade também foram "alvos" de expressões diversas de arte: projeções de imagens, shows, concertos, instalações etc. Na Notre-Dame, por exemplo, conseguimos pegar um concerto de órgão (de tubo), mas perdemos o concerto de canto gregoriano.

Perdemos o concerto de canto gregoriano porque estávamos no teatro. O Théâtre du Nord-Oeust está encenando, até março de 2009, todas as peças de Molière. Em um estilo despojado, com total ausência de cenário e pouca indumentária, conta-se apenas com a expressão corporal e vocal do ator para dar vida aos clássicos. Ontem assistimos a Escola de maridos. Causa espanto, no entanto, que as peças durem apenas 1 hora e meia (uma peça clássica - do próprio Molière ou Shakespeare, por exemplo - encenada dura, em média, três horas).

quinta-feira, 2 de outubro de 2008

Nada aquecido

As temperaturas não estão tão baixas ainda, média de 15 graus. Mesmo assim, já é frio, especialmente para quem vem de um país tropical, onde no inverno pode-se encontrar facilmente 30 graus. Só que, parece, por lei só é permitido ligar o aquecimento na segunda metade deste mês de outubro. E eu já estou dormindo muito agasalhada e, ainda assim, passo frio. Mesmo a BNF não ligou ainda o seu aquecimento e lá dentro está geladinho (nada comparado à parte de fora, claro).

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Ao contrário do mês de setembro, este mês de outubro será de trabalho intenso. Todos os dias na biblioteca o dia inteiro. Começa, enfim, o curso de francês que farei pela prefeitura de Paris. Estou vendo, como suplemento, a possibilidade de fazer uma disciplina na Paris III como ouvinte... mas a professora ainda não respondeu ao e-mail que eu enviei.